AES Sul investe em novas tecnologias para beneficiar o cliente

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A adoção de novas tecnologias voltadas para o benefício do cliente faz parte de uma parcela significativa dos investimentos previstos pela AES Sul no ciclo 2015-2019, cujo total deverá alcançar R$ 1,1 bilhão, segundo informou o seu diretor de distribuição, Antonio Carlos de Oliveira.
Nos últimos anos, conforme Oliveira, a empresa  vem mantendo uma média acima de R$ 200 milhões em investimentos nos 118 municípios de sua área de concessão. Esses recursos são aplicados na construção e ampliação de subestações e linhas de transmissão; substituição de postes de madeira por concreto; reformas na rede, atualização tecnológica; instalação de religadores automáticos, entre outros. “Graças a esses investimentos, os indicadores da AES Sul melhoraram 10% nos últimos anos”, disse o executivo em entrevista a MODAL.
Telecomandos
Hoje a companhia opera com 1.300 religadores automáticos em sua rede, os quais permitem religar a energia remotamente, a partir do Centro de Operações da empresa, em São Leopoldo. “Isso contribui para os indicadores da empresa e, principalmente, para o cliente, que espera menos tempo para ter o fornecimento normalizado”, apontou Oliveira.
Como resultado dos investimentos, as 61 subestações da AES Sul são totalmente digitalizadas e telecomandadas. As novas estão sendo construídas com a mesma tecnologia, e as que estavam em uso passaram por reformas para serem automatizadas.  O despacho das equipes para atendimento em campo é feito de forma centralizada, com comunicação via satélite, o que se traduz em ganhos de produtividade. O Centro de Operações controla o deslocamento das equipes em campo, procurando sempre encurtar os trajetos, o que significa menor tempo de atendimento, explicou o executivo.
Indicadores
Em 2014, a área de concessão da AES Sul foi atingida por 98 temporais, causando danos na rede elétrica.  Foi a primeira vez, conforme Oliveira, que a empresa enfrentou uma situação de tal dimensão, tanto em intensidade quanto em frequência de tempestades. Isso prejudicou de forma direta os principais indicadores de qualidade utilizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel) — DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), e Pesquisa de satisfação dos clientes.  “Estávamos desde 2009 em um processo de melhorias desses indicadores, que foi  interrompido por causa do clima em 2014”, explicou o executivo. “Antes disso, o DEC teve redução de 26% e o FEC, de 14%, o que deve ser atribuído aos investimentos na rede elétrica e nos processos de gestão”, ressalta.
Custo de geração
    Oliveira confirma que o aumento no custo de geração, devido à compra de geração térmica, mais cara do que a hídrica, e a alta do dólar, afetaram o fluxo de caixa das distribuidoras. O reajuste extraordinário ocorrido em março para os clientes da AES Sul, de 39,5%,  e as bandeiras tarifárias, segundo ele, contribuíram para reduzir o impacto dessas despesas, mas mesmo assim a situação não é confortável para o setor.  “ A tarifa de Itaipu é paga pelo dólar do dia e isso deve agravar esse custo em razão  da oscilação da moeda americana.”  Além do reajuste de março, a empresa teve, em abril, o reajuste anual das tarifas de 4,36% para os clientes de baixa tensão (residenciais) e de 6.95% para os clientes de alta tensão (a maioria dos industriais e comerciais).
De janeiro a agosto de 2015, em comparação com igual período do ano passado, a empresa teve uma queda de 4,6% na comercialização de energia. Já o índice de inadimplência ainda não apresentou variação em relação ao ano passado, permanecendo no patamar histórico de 3%.  Em relação às perdas de energia devido a fraudes, houve um crescimento de 3%, de janeiro a agosto de 2015, em comparação a igual período do ano passado.

 AES Sul Venda de energia (MWh)
Jan a Agosto 2015 Jan a Agosto 2014
Residencial 1.802.198 1.915.525
Comercial 895.612 924.190
Industrial 1.974.666 2.075.867
Outros 1.505.156 1.557.821
Total 6.177.632 6.473.402

Total de clientes: 1,3 milhão.
Subestações 61.
Potência instalada: 2.956,17  MVA.
Investimentos em 2015: R$ 202 milhões.
Investimentos próximos cinco anos: R$ 1,1 bilhão.

 

 

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