EXCLUSIVO: Brasinfra diz que as obras de rodovias no Brasil vão parar se o governo não solucionar a questão do preço do asfalto

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Emir Cadar Filho, presidente da Brasinfra /Foto de Eugenio Savio

“Se o governo pensa em empurrar com a barriga os aumentos nos preços do asfalto, que perfazem um acumulado de quase 50% neste ano, sem adotar uma solução, ele enfrentará uma grande paralisação nacional nas obras em rodovias”, declarou a Modal o presidente da Brasinfra e do Sicepot-MG, Emir Cadar Filho, ao criticar a demora do governo federal em resolver o descompasso existente entre os preços do asfalto, reajustados mensalmente pela Petrobras, e os contratos das empresas de construção cujos reajustes ocorrem somente de 12 em 12 meses.
“Vamos determinar a retirada de todas as máquinas e caminhões das estradas, em todo o país, até que se encontre uma solução”, advertiu  Cadar Filho.

De acordo com o dirigente, as empresas do setor enfrentam um crescente desequilíbrio financeiro devido aos reajustes do insumo, não restando outra saída a não ser a paralisação das obras de asfaltamento em todo o país.
Petrobras
Iniciada em novembro do ano passado, com um reajuste de 12%,, a Petrobras, segundo nota da empresa a este portal,  em janeiro determinou novo reajuste de 8%, deixando de efetuá-los nos meses de fevereiro, março e abril deste ano. Neste mês, o insumo foi reajustado em 8%, o que deve repetir-se nos meses de junho e julho e, a partir de agosto, em 12%.

Dnit
Em nota à Modal, a assessoria de imprensa do Dnit informou que a questão relativa aos reajustes do asfalto envolve o orçamento e a política do governo. “Não cabe ao Dnit, autarquia ligada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, que executa obras de infraestrutura de transportes por meio de recursos do OGU, se posicionar sobre o tema.”   Desemprego

Com dados da CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ) e da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), Cadar Filho relatou que em março de 2018, em comparação a igual período do ao passado, o setor da construção pesada, no país, sofreu uma perda de 33% do quadro de funcionários, recuando de 954 mil para 643 mil. “Trata-se de uma queda constante em todos os anos, sobretudo nos anos de 2016 e 2017, nos quais o desemprego se agravou”, pontuou.  “Neste ano, as perdas estão mais leves, mas é uma estabilidade do fundo do poço.”

Investimentos

Para o presidente da Brasinfra, o próximo presidente da República deverá estabelecer como uma de suas prioridades uma maior facilidade de acesso ao crédito e a busca de recursos internacionais em agências internacionais como o Banco Mundial,  BID, CAF  e outros, além de acelerar as concessões e as Parcerias Público-Privadas(PPPs). “A infraestrutura é o suporte de toda a cadeira econômica”, destaca Emir Filho. “ Não há um setor que não dependa da infraestrutura e somente com a redução dos custos no transporte, o país poderá retomar a competitividade.”

“A voz da infraestrutura do Brasil”

Criada em dezembro de 2016 para ser a “voz da infraestrutura do Brasil”, a Brasinfra reúne as 10 principais entidades do setor no país.

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