BRDE prevê novo incremento nas linhas de crédito para armazenagem no RS

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Fabiano Casiragh (E) e Mauricio Mocelin/Foto/ Revista Modal/Milton Wells

De forma cautelosa, mas constante. É com esse ritmo que os produtores vêm mantendo investimentos em armazenagem nos últimos anos no Rio Grande do Sul, segundo o superintendente do BRDE no estado, Maurício Mocelin.
Completados apenas três meses do exercício de 2018, o executivo não tem dúvidas de que as linhas de crédito deverão superar as do ano passado que fechou em cerca de R$ 156 milhões. “Em março chegamos ao mesmo patamar de 2017 apenas de contratos em análise”, contou Mocelin à Modal.  “Já contratamos R$ 20 milhões, neste ano, e temos mais de R$ 100 milhões em estoque. Se continuar nesse ritmo, no segundo semestre vamos ultrapassar a marca de 2017”.
Linhas
Com linhas de financiamento com participação de até 100% dos investimentos, como  o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), o BRDE oferece crédito não somente para silos metálicos e de concreto, mas também para toda a cadeia de armazenagem, como graneleiros, máquinas de pré-limpeza, secadores, tombadores e infraestrutura.
Soja e milho e, em menor grau, arroz e trigo, são as culturas que vem apresentando maior demanda por produtos de armazenagem, em sua maior parte proveniente de cooperativas de grãos.
Déficit
Apesar da crescente demanda existe um déficit histórico em armazenagem não somente no estado, mas em nível de Brasil. Além das perdas de safra, devido à falta de espaço para estocar a produção os produtores ainda correm o risco de serem obrigados a comercializarem seus produtos justamente em uma época em que o frete é mais caro e o preço é menor, adverte Fabiano Casiraghi, gerente da área de agronegócios do BRDE
“A soja está ficando mais atrativa e com uma produtividade crescente. Entretanto existem regiões no estado nas quais são muito poucos os produtores com instalações adequadas para armazenar a safra e também se preparar para a venda em épocas mais favoráveis. Por isso é preciso investir em armazenagem não apenas para uma safra”, pondera Mocelin.
Primeiro R$ 1 bilhão
Com um histórico de contratações para armazenagem desde 2013 até 2017, o BRDE registrou um volume total de R$ 759,9 milhões, somente no Rio Grande do Sul, correspondente a 220 contratos. Dependendo da demanda, no atual exercício a instituição poderá celebrar o seu primeiro bilhão em financiamentos para armazenagem no estado. Ao total, no acumulado dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o banco financiou R$ 2, 351 bilhão, correspondente a 739 contratos.

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