Coinfra defende implantação de programa de eficiência energética pelo governo do estado

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 Preocupada com o aumento dos custos com a energia no setor industrial, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), por meio do Conselho de Infraestrutura (Coinfra), defende a criação de um programa permanente de Eficiência Energética (PEE-RS) e redução dos desperdícios em prédios públicos. O objetivo principal do PEE-RS é promover a melhoria da eficiência energética dos processos produtivos e dos serviços em todo o estado.
A proposta foi entregue ao secretário de Minas e Energia do RS, Lucas Redecker, em 7 de julho, durante reunião do Grupo Temático de Energia (GTE). Além do apoio do governo do estado, a iniciativa contaria com a adesão do Procel, da Eletrobrás, e das concessionárias do RS.
Até maio último o custo médio da energia para a indústria brasileira subiu de R$ 537,40 por MW/h para R$ 543,90/MW/h depois de reajustadas as tarifas de sete distribuidoras: AES (RS), Uhenpal (RS), Coelba (BA), Coelce (CE), Cosern (RN), ESE (SE) e Celpe (PE). A informação é Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Segundo a entidade, o Brasil continua ocupando a primeira posição no ranking de países com as tarifas mais caras de energia elétrica. Em seguida aparecem a Índia (R$ 504,10/MW/h) e a Itália (R$ 493,60/MW/h).
Fiergs lançou o primeiro PEE-RS em 2002
Instituída de forma oficial pelo governo federal, na área das concessionárias de energia elétrica, em julho de 2000, a cultura de eficiência energética é conhecida pelo empresário gaúcho desde 1997.
Na época, a conjuntura era praticamente a mesma dos dias de hoje. Havia a perspectiva de aumento da tarifa de energia. Para piorar, o país corria o risco de déficit de energia em função da queda nos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Foi quando a Fiergs concebeu um plano para buscar recursos do Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica (Procel), da Eletrobrás, e da CEEE, para a implantação de uma política de eficiência energética no RS.
Com apoio técnico e científico da PUCRS, o projeto foi desenvolvido em dois níveis. Uma série de seminários serviu para sensibilizar os empresários para a necessidade de racionalizar o uso de energia. Outra ação foi reservada para o desenvolvimento da capacitação em nível gerencial e técnico, cujo modelo foi inspirado no Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP). Até julho de 1999 se integraram ao projeto, cerca de 260 empresas, 61 consultorias, 81 multiplicadores, 19 especialistas formados em eficiência energética e seis fabricantes de equipamentos.
Para a formação de técnicos foi criado um curso de especialização na PUCRS, cuja universidade implantou, em 1999, o primeiro mestrado em eficiência energética no país. O primeiro convênio com Eletrobrás ocorreu em dezembro de 2002. Em janeiro de 2004, o contrato foi renovado por doze meses. Por meio do EAD da PUCRS, foram formados cerca de 200 multiplicadores em mais de 40 cidades, sendo certificadas 53 empresas. Levantamento do Coinfra apurou uma redução entre 20 e 35% do custo do insumo energia nas empresas que adotaram o programa.

Principais medidas sugeridas:
São os seguintes os termos do documento sobre eficiência energética, encaminhado ao secretário de Minas e Energia do RS:
Ações do governo do estado:
a) Garantir o uso eficiente de energia e redução dos desperdícios nos prédios públicos usados pelas secretarias de governo, escolas, presídios, minimizando com essas ações a quantidade de recursos financeiros necessários para essa despesa.
b) Promover o desenvolvimento do uso adequado dos demais de energéticos em todos os setores do executivo.
c) Preservar os recursos naturais.
d) Garantir a geração de empregos.

Compromissos do setor produtivo:
a) Aumento de produtividade no desenvolvimento de processos e produtos: principal desafio para possibilitar a permanência no mercado globalizado;
b) Aumento da eficácia dos processos;
c) Melhoria da eficiência energética: é uma alternativa para as empresas poderem aumentar sua eficiência;
d) Necessidade de novas tecnologias e de recursos especializados;
e) Maior qualidade dos produtos ou dos serviços; preços competitivos; conservação do meio ambiente;

Benefícios para sociedade:
a) Otimização do uso de fontes energéticas disponíveis nos municípios;
b) Aumento da oferta de empregos;
c) Melhoria da modicidade tarifária para todos os consumidores;
d) Promoção da conscientização visando à economia de energia;
e) Promoção do desenvolvimento econômico sustentável preservando o meio ambiente.

Principais Estratégias do PEE/RS:
a) Criar a consciência nos diversos segmentos consumidores sobre a importância do uso racional de energia; b) Sensibilizar a sociedade gaúcha sobre a necessidade de criar uma gestão energética, fortalecendo um fator diferencial de competitividade;
c) Desvincular a competitividade das empresas; comercio; propriedades rurais da dependência energética exclusiva do estado;
d) Promover a melhoria da eficiência energética nos processos produtivos e de serviços;

Foto: Dudu Leal/Fiergs

 

 

 

 

 

 

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