Como é o desafio diário da Ipiranga para abastecer oito mil postos de combustíveis

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Logística conta com 10 mil rotas e 100 mil viagens mensais Crédito: Divulgação

Levar combustíveis para atender uma rede formada por 74 terminais de abastecimento e oito mil pontos de venda em todo o país não é tarefa fácil. Requer um funcionamento logístico preciso 24 horas por dia, sete dias por semana. Esse é o desafio enfrentado pelo grupo Ipiranga. Mas como, afinal, é a operação de distribuição para fazer a gasolina, o diesel e o etanol hidratado chegarem aos consumidores?

O ponto de partida é a extensa rede de terminais, divididos em dois grupos: primários e secundários. As bases primárias têm a função de armazenagem de produtos destinados a venda a clientes ou para a transferência para as bases secundárias. O abastecimento é realizado preferencialmente por meio do modal dutoviário. Já as bases secundárias, localizadas principalmente no interior, são abastecidas pelas bases primárias através de transporte ferroviário, fluvial ou rodoviário. A entrega dos produtos finais aos postos revendedores e grandes consumidores é feita exclusivamente por modal rodoviário.

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Frota terceirizada

O modal rodoviário participa com cerca de 80% na estrutura, o ferroviário entre 10 e 15 % e o dutoviário e fluvial correspondem ao restante, informa Carlos Octávio de Lima, Gerente Executivo Suprimentos e Logística. Segundo Lima, toda a frota utilizada na operação de distribuição de combustíveis é terceirizada. As unidades operacionais são responsáveis pelo recebimento dos produtos prontos, armazenagem e gestão de estoque, bem como a distribuição dos combustíveis.  Cada base conta com Bacia de Tanques, Plataforma de Carregamento, além do escritório e demais facilidades.

Dentro da estrutura da companhia, o Departamento de Transportes é responsável pelo planejamento e contratação de todas operações de transportes em território nacional. A programação diária das operações é realizada pelo Departamento de Serviços de Operações, enquanto que a execução da operação ocorre de forma descentralizada, sob a responsabilidade das Bases de Distribuição.

100 mil viagens mensais

Entre coleta e transferência para abastecimento das bases, existem aproximadamente 800 rotas e cerca de 23 mil viagens por mês. Já para o atendimento aos clientes, existem um total de 10 mil rotas, que perfazem mensalmente em torno de 100 mil viagens. “Para o monitoramento, atuamos com uma empresa parceira para gestão de frota, com acompanhamento das operações por meio do rastreamento dos caminhões. Nesse sistema, é possível acompanhar e controlar as entregas aos clientes. Para otimizar todas operações de entrega, também utilizamos um sistema de roteirização e simulação logística em um mapa das rotas.

Sobre os cuidados empregados na segurança dos produtos transportados, a Ipiranga tem um Programa de Segurança em Transportes fundamentado em algumas diretrizes. Entre elas, o respeito às leis e às regulamentações de trânsito vigentes, o uso de veículos em conformidade com os padrões estabelecidos para a operação e treinamentos de segurança permanente aos transportadores contratados.

Inteligência digital

“Também possuímos manuais de transportes Ipiranga, específicos para cada modal, utilizados em toda a gestão da transportadora. E anualmente realizamos campanhas e eventos de segurança abordando temas do cotidiano da operação”, conta Luis Alfredo, lembrando que a área de TI apoia na busca de novas soluções que tenham aplicabilidade e relevância para o negócio, e que sejam capazes de integrar-se com os demais sistemas da companhia. “Com inteligência digital e tecnologia embarcada, conseguimos otimizar todas as etapas da cadeia e trabalhar com mais acesso à informação e previsibilidade na operação, fundamentais para um bom atendimento aos nossos clientes”, conclui.

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