Concessões: esse é o caminho

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A atual situação das rodovias do Rio Grande do Sul coloca o Estado entre os piores do País, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Hoje 73,6% das estradas gaúchas são consideradas regulares, ruins e péssimas. Apenas 23,5% foram avaliadas como boas e ótimas. Devido às condições das estradas, esse quadro gera um incremento no custo operacional do transportador, no Estado, de 36,6%, muito acima da média nacional de 28,8%. Na região Sul, o Paraná, com 22,1%, é o estado de menor custo operacional adicional, seguido por Santa Catarina, com 28,6%. Atualmente, o Rio Grande do Sul está abaixo até mesmo de Alagoas, cujo custo operacional foi estimado em 35,6%.

Além de acidentes, hospitalizações e óbitos, as más condições das rodovias prejudicam o meio ambiente, provocam o aumento do consumo dos combustíveis, desgastam pneus e outros componentes. O fato é que as boas condições das estradas dependem de uma manutenção constante. Sem esses investimentos, a situação das rodovias tende a agravar-se, o que significa também o aumento dos custos logísticos, com prejuízos para os exportadores e a economia em geral. Esse quadro torna evidente a necessidade de o governo do Estado ultimar o processo de concessões. Houve erros no programa passado, mas de ambas as partes, das empresas e do governo. Isso não significa, entretanto, demonizar eternamente uma das poucas alternativas capazes de permitir a retomada dos investimentos em nossas rodovias.

Segundo os especialistas na matéria, se o governo Sartori deflagrar neste mês o processo de concessões no Estado, por exemplo, a estimativa é de que somente no último ano de seu mandato os consórcios vencedores do certame poderão iniciar de fato a recuperação de nossas rodovias. Pela complexidade da matéria, urge, portanto, acelerar a execução dessa política.

Milton Wells/
Artigo publicado no Jornal do Comércio de Porto Alegre em 02/ 12/2015

 

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