Crise na construção pesada do RS se acentua devido à falta de asfalto

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Duplicação da BR-116 é uma das obras afetadas devido à falta de asfalto no RS. Foto/Dnit

Entre 60% e 70% das obras de estradas federais, estaduais e municipais no Rio Grande do Sul estão paradas na fase de asfaltamento devido à falta do insumo, segundo informa o diretor executivo do Sicepot-RS, Valdir Turra Carpenedo.

“Há mais de 40 dias, estamos sem asfalto em razão da nova politica de reajuste no preço do insumo da Petrobras e por causa da parada de manutenção da Refap. Nos últimos, o asfalto acumulou um aumentou de cerca de 40%”, explicou o dirigente.

Carpenedo destacou que os contratos das construtoras com o Dnit preveem reajustes anuais, o que inviabiliza o repasse dos preços do asfalto. “A solução seria seguir o caminho da EGR e do Daer, no Rio Grande do Sul, que, em alguns contratos, repassam o insumo às empresas construtoras.”

De acordo com Carpenedo,  a nova política da estatal inviabilizou todos os contratos de construção de estradas, trazendo insegurança para as empresas que, afetadas drasticamente pela crise fiscal do país, “lutam pela sobrevivência”.

“Se não for adotada nenhuma medida para solucionar o fornecimento do asfalto e reequilíbrio econômico-financeiro nos contratos, essa nova crise poderá ser a pá de cal num setor que está combalido pela falta de investimentos na infraestrutura do país”.

O dirigente lembrou que, apesar da queda da inflação, além do preço do asfalto também aumentou o preço do óleo diesel na mesma proporção.  “Assim, fica muito difícil para as empresas cumprirem os contratos. Os desequilíbrios de custos deveriam ser normalizados de imediato, mas a burocracia provocada pela ditadura do servidor público que não decide, com medo de ser processado pelos Tribunais de contas, entrava qualquer solução.”

Petrobras mantém política
Em nota a Modal,  assessoria de imprensa da Petrobras informou que os reajustes mensais tem o objetivo de manter o alinhamento entre preços domésticos e os preços internacionais. Em novembro houve o reajuste de 12%, em janeiro de 8% e em maio de 8%.

No tocante à atuação da Petrobras, a estatal informou que, em janeiro de 2018, além do reajuste de 8%, foi negociado com a indústria um período de transição sem reajustes (entre fevereiro e abril de 2018), o que foi considerado por ambas as partes como suficiente para permitir a adequação dos contratos entre as distribuidoras e seus clientes à nova dinâmica.

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