EGR usa pregão eletrônico e reduz custos com asfalto

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ERS-020 Entr. ERS-235 Canela - Acesso norte a São Francisco de Paula. FOTO: Jefferson Bernardes/ Agencia Preview

Uma rígida política de contenção de custos adotada desde o início da atual gestão acabou imunizando a EGR dos reajustes de preços do asfalto que estão sendo praticados pela Petrobras. Devido à nova política de preços da estatal, desde novembro do ano passado, com intervalos em fevereiro, março e abril, o asfalto vem sendo reajustado, em 8%, em média, o que deve elevar-se para 12% a partir de agosto. Em consequência, as empresas construtoras resolveram paralisar as obras, em nível federal, em razão de os contratos com o Dnit  preverem reajustes somente de 12 em 12 meses, o que significa que o impacto do aumento do insumo somente pode ser equilibrado após 12 meses.

No caso da EGR, a empresa optou, ainda em 2015, pela aquisição do insumo por meio de licitação exclusiva para a compra desses materiais, passando assim a receber diretamente da usina das empresas contratadas. Além de reduzir custos em comparação aos preços praticados pelo mercado, a empresa também economiza as despesas que teria ao comprar o asfalto diretamente das empreiteiras. Isso porque, ao adquirir diretamente das distribuidoras,  ela fica desobrigada de arcar com o BDI (Bonificação de Despesas Indiretas) dos empreiteiros sobre os materiais asfálticos.

No último pregão eletrônico realizado em janeiro deste ano para aquisição de asfalto, a EGR obteve uma economia de mais de R$ 2 milhões em comparação aos preços de mercado. Já no pregão de 2017, a economia foi superior a R$ 3 milhões, informou Nelson Lídio, presidente da empresa.

 Investimentos

Para este ano, a EGR planeja investir cerca de R$ 160 milhões, de recursos próprios, em obras de manutenção, aumento de capacidade e obras de arte especiais. Trata-se do mais alto investimento da empresa desde a sua fundação, o que será garantido por meio do reajuste das tarifas de pedágio em vigor desde o ano passado.

Em 2017, a EGR teve um aumento de 14,3% na arrecadação líquida de pedágio, em comparação ao ano anterior, correspondente a R$ 193,8 milhões. O fluxo de veículos em 2017 foi de 42,5 milhões, o que representou um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior. Os investimentos totalizaram R$ 116,3 milhões, o que representou 60% da receita líquida operacional de R$ 193,8 milhões.

O lucro do exercício totalizou R$ 1,481 milhão em comparação a R$ 13,619 milhões do ano anterior. A queda do lucro líquido de 2017 em comparação ao ano anterior, segundo Lídio, deveu-se a um volume maior de investimentos realizado em 2017.

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