Estudo do Sebrae mostra avanço das MPEs nas exportações em 2016

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Porto de Santos/Divulgação

Vestuário para mulheres e meninas (alta de 36,5% sobre o ano anterior); calçados, suas partes e componentes (alta de 11,6%) e pedras preciosas ou semipreciosas, trabalhadas (alta de 21,6%), cada um com 3,1% do valor total, foram os principais produtos exportados pelas microempresas em 2016, segundo o estudo As Micro e Pequenas Empresas nas Exportações Brasileiras – 2009 a 2016, realizado pelo Sebrae com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), divulgado em dezembro de 2017.

Destacaram-se também móveis e suas partes, exceto médico-cirúrgicos com participação de 2,4%, e produtos de perfumaria, toucador e preparações cosméticas, com 2,2%. Entre as empresas de pequeno porte, o item mais importante da pauta em 2016 foi madeira serrada ou fendida longitudinalmente de espessura > 6mm, com participação de 4,0%, seguido por obras de mármore e granito (3,7%),  pedras preciosas ou semipreciosas, trabalhadas (3,2%),  calçados, suas partes e componentes (2,7%) e  móveis e suas partes, exceto médico-cirúrgicos” (2,5%). Todos eles registraram crescimento das vendas entre 2015 e 2016, com taxas mais elevadas em calçados, suas partes e componentes (29,6%) e pedras preciosas ou semipreciosas, trabalhadas. 

Total exportado

O valor total exportado pelas MPEs em 2016 somou US$ 997,7 milhões, o que significou crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. Mais uma vez, a alta foi mais expressiva entre as microempresas (+13,3%) do que entre as pequenas (+5,6%). Esse desempenho contrastou com a queda de 3,5%  observada nas vendas externas das empresas médias e

grandes, fazendo com que a participação das MPEs nas exportações totais brasileiras crescesse entre 2015 e 2016, de 0,49% para 0,54% − percentual mais elevado desde 2009, quando foi de 0,57%.

 Blocos de destino

Três blocos tiveram participação praticamente igual nas exportações das MPE em 2016: Estados Unidos e Canadá (20,5% das vendas totais), Mercosul (20,3%) e União Europeia (20,2%). Os demais países da Aladi (exceto Mercosul) também tiveram participação destacada, com 13,4%, enquanto os países da Ásia-Pacífico representaram apenas 12,4%, contrastando com o elevado peso desses países no comércio mundial.

A distribuição é diferente quando se consideram as exportações das empresas médias e grandes. Nestas, os países da Ásia-Pacífico predominam, com participação de 25,2% do total, bem como a União Europeia, com 22,3%, e o conjunto de “Demais países”, com 21,7% − onde se incluem, por exemplo, os países da África, do Oriente Médio e da Europa Oriental. Mercosul, Estados Unidos e Aladi (exceto Mercosul) têm participações menos expressivas: respectivamente, 12,7%, 11,3% e 6,8%.

Número de firmas

Em 2016, havia no Brasil 8.249 MPEs exportadoras, número que cresceu 12,1% em relação ao ano anterior. A variação do número de MPEs no ano foi especialmente elevada entre as microempresas, alcançando 17,1%, mas também foi expressivo entre as empresas de pequeno porte (9,6%). As MPEs representaram 38,0% das empresas exportadoras do país em 2016, sendo 13,1% referentes às microempresas e 24,9% às empresas de pequeno porte. Entre as firmas de maior porte, destaca-se o número de empresas de médio porte (7.130 firmas, ou 42,8% do total), o qual cresceu 3,6%  ante 2015.

Falta política de comércio exterior para as MPEs

Para o presidente  do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, apesar do esforço do governo em abrir caminho para as exportações, falta criar uma política de comércio exterior voltada às micro e pequenas empresas e integrar mais os órgãos anuentes que autorizam as compras e vendas para o exterior. “O comércio exterior é um emaranhado de obstáculos que as empresas têm que ultrapassar As grandes têm mais casco para atravessar esse mar, mas as pequenas não”, analisou.

 

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