EXCLUSIVO: Empresários propõem a privatização dos serviços de dragagem nas hidrovias gaúchas

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Lideranças empresariais do estado, vinculada a entidades de peso como Farsul, Fiergs, Fecomércio e Famurs estão finalizando o texto de uma proposta que visa passar para a iniciativas privada o serviço de dragagem das hidrovias gaúchas. O documento deverá ser entregue ao governo dentro de algumas semanas. Ao estado caberá a tarefa de fazer a licitação para escolher a empresa vencedora, cujo retorno financeiro pela realização das obras será mediante a cobrança de pedágio, nos moldes do que ocorre atualmente nas rodovias.

A informação é diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (Abtp), Wilen Manteli, dada com exclusividade para a Modal. “Está na hora de mudar o sistema. Sem que a sociedade pressione o governo positivamente, exigindo e sugerindo, não vamos evoluir”, faz questão de enfatizar o dirigente. “Hidrovias são chamadas de desenvolvimento. Elas não podem parar”, complementa.

Modelo para Rio Grande

De acordo com Manteli, o grupo de empresários que está à frente desse movimento é o mesmo que criou a Associação Hidrovias RS, cuja proposta é mais abrangente, como o de incentivar e atrair investimentos industriais em municípios com acessos hidroviários de forma a induzir o uso de hidrovias na matriz do transporte estadual. Essa proposta já está em poder do governo estadual desde meados do ano passado e até o momento não há nenhuma resposta.

Para Manteli, uma ideia semelhante pode resolver o problema de dragagem no porto de Rio Grande. “Diante da demora em iniciar a dragagem, não vejo outra solução senão a de privatizar o serviço de dragagem de Rio Grande. A forma de remuneração seria a mesma dos pedágios rodoviários”, disse, lembrando que essa sugestão precisaria de um entendimento entre o governo federal e o consórcio vencedor da licitação, em 2016.

Manteli informa que diversos atores que atuam no porto de Santos – o maior do país –  já manifestaram o desejo de criar um consórcio privado responsável pela dragagem. De fato, desde agosto do ano passado existe um grupo de trabalho formado pelo Ministério dos Transportes, Planejamento, Antaq e Cia Docas de São Paulo, estudando a proposta. “A Argentina faz isso já há algum tempo e tem dado certo. Por que não trazer isso para cá?” pergunta o dirigente. Segundo ele, a belga Jan de Nul do Brasil, uma das empresas vencedoras da licitação para dragagem de Rio Grande (a outra foi a Odebrecht) opera neste sistema na Argentina.

Porto gaúcho fecha janeiro com queda

O porto de Rio Grande fechou o primeiro mês de 2018 movimentando 2,457 milhões de toneladas, volume que representa uma queda de 11,87% em relação a igual mês do ano passado. É também o segundo melhor resultado dos últimos cinco anos para o mês de janeiro. De acordo com a superintendência do porto gaúcho, os principais destaques foram para a soja, contêineres e os veículos que tiveram aumento de movimento.

Movimento de Carga - JAN 2018

Ao longo de janeiro foram 245 viagens de embarcações no complexo portuário nos três movimentos: cabotagem, longo curso e navegação interior. Janir Branco, superintende de Rio Grande diz que “o ano de 2017 foi expressivo e tivemos picos extras de diversos produtos. O ano que se inicia nos mostra que precisamos focar em uma operação ágil e competitiva no mercado para atrair novas cargas e seguir com bons números de movimentação”.

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