Internacionalização do agronegócio depende da melhoria da infraestrutura e da logística, diz embaixador Sérgio Amaral

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Crédito: Agência Brasil

O agronegócio brasileiro tem dois desafios: ampliar e manter a produtividade, no curto prazo, e dar um salto em termos de internacionalização no médio prazo, exportando não apenas alimentos, mas também tecnologias e serviços, financiando, dessa maneira, novos avanços e garantindo presença maior em mercados, com capital e necessidade de tecnologia e know how. A avaliação é do embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, durante Congresso Brasileiro do Agronegócio, iniciativa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e B3 – Brasil Bolsa Balcão, realizado nesta segunda (6).

Para alcançar essas metas no futuro, contudo, o embaixador ressaltou que o Brasil vai precisar enfrentar os desafios internos, como diminuir o custo de produção e melhorar urgentemente a infraestrutura e logística. “Como um país pode se tornar um grande exportador sem infraestrutura adequada?”, questionou. “Essa deve ser a prioridade do novo governo: viabilizar uma infraestrutura adequada para o transporte de toda produção do agronegócio”, acrescentou.

Vantagens competitivas

Para o diplomata, ao mesmo tempo em que a demanda por alimentos vai crescer, principalmente, em países do continente africano e do sudeste da Ásia, eles também estarão preocupados em aumentar sua produção e produtividade, buscando ter mais acesso às tecnologias e visando a segurança alimentar. “A pergunta é: vamos assistir como espectadores esse processo ou devemos participar como detentores de tecnologia, equipamentos? Outros países seguirão por esse caminho, trabalhando para estar nesses mercados com maior potencial”, destacou Amaral.

No entanto, Amaral lembrou que o país possui grandes vantagens competitivas perante a outros países, como por exemplo, a China, ao ter recursos naturais abundantes, área para expandir a produção, tecnologia e inovação para aumentar a produtividade. “Ninguém tem tanta condição como nós, por isso somos candidatos naturais para atender essa demanda de alimentos no mundo”.

Ganhos de produtividade

Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG, destacou os vários pontos fortes que o agronegócio brasileiro tem para consolidar sua posição de líder mundial na produção de alimentos, fibras e energia. “Nossa grande efetividade para assegurar ganhos constantes de produtividade é o agro brasileiro estar baseado em ciência, tecnologia e competência do produtor agrícola. Foi isso que fez com que o Brasil, em 40 anos, passasse de país importador de alimentos para um dos maiores exportadores do mundo e o primeiro gigante mundial na agricultura tropical. As expectativas para os próximos dez anos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é muito relevante para o Cone Sul”, concluiu Carvalho.

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