Colombo estuda terceirizar rotas ineficientes

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Centro de Distribuição/ Lojas Colombo/ Divulgação

A rede de lojas Colombo avalia a utilização de transportadoras terceirizadas em alguns roteiros para realizar o abastecimento de produtos até suas filiais. A área de logística já identificou rotas ineficientes e agora busca empresas cuja atuação preencham alguns requisitos, como de oferecer custos com transporte atraentes e manter protocolos de carregamento e manuseio de cargas para evitar avarias.

O índice de itens avariados hoje é de 0,02%, abaixo de 0.05%, praticado pelo mercado. A área de logística opera 21 roteiros fixos para abastecer as 170 lojas no Rio Grande do Sul e de 17 rotas no Paraná, que suprem os quase 100 pontos de venda nos estados paranaense e catarinense.

Alexandre Fraga da Silva, gerente de Logística, diz que a Colombo conta com uma frota própria de 115 caminhões e não pensa em aumentar. “Tínhamos um número grande e com idade avançada que quebrava com muita facilidade e gerava ociosidade, além do custo de manutenção. Ou seja, afetava o bolso e a produtividade”, assinala. Segundo ele, o custo mensal de um caminhão, computando despesas com equipe, manutenção, óleo diesel e pneu é de R$ 11,5 mil.

Cerca de 40 roteiros cobrem a Região Sul

O executivo explica que do orçamento mensal da área de logística, 70% correspondem a mão de obra, 17% com custo de frota (combustível, lubrificação, manutenção, pneus, empresas de monitoramento e rastreamento) e os restantes 13% com despesas fixas, como água, luz e telefone.

A Colombo tem dois Centros de Distribuição, um em Porto Alegre e outro em Curitiba, ambos com 18 mil metros quadrados de área coberta. O CD de Porto Alegre maneja 3,7 mil SKUs (Stock Keeping Unit), número de itens mantidos em estoque, desde um pen drive até uma geladeira tipo side by side. O cadastrado ativo, porém, conta com mais de 7,0 mil itens – produtos que precisam ser encomendados ao fabricante. “O CD de Porto Alegre despacha mensalmente 70 mil itens para as lojas gaúchas, mas nos três dias do Black Friday este movimento triplica”, conta o executivo.

 Crossdocking

Além dos CDs, a rede conta com seis crossdocking, pequenos depósitos que dispensa armazenagem, que aceleram o fluxo de entrega e reduzem custos. Estão localizados em cidades com alto potencial de venda e entrega, como Farroupilha, Pelotas, Santa Maria, Rio Grande, Florianópolis e Brusque. “Os crossdocking recebem mercadorias dos caminhões grandes e logo em seguida elas são transferidas para veículos menores fazerem as entregas”, explica Alexandre.

Outra atenção é dada a entrega de mercadorias na casa dos clientes. Em Porto Alegre, a rede dispõe de 19 caminhões próprios para executar este serviço nos municípios da região metropolitana. Alexandre conta que um caminhão costuma fazer 43 entregas por dia em Porto Alegre. “Em alguns lugares compensa ter frota própria, em outras, não. Há cidades em que as mercadorias são entregues na casa do cliente usando transportadoras terceirizadas”, diz.

A força do e-commerce

Embora não pertença a área de vendas, acredita que o e-commerce represente cerca 20% das vendas da Colombo. Para fazer as entregas em Porto Alegre, ele usa a mesma estrutura das lojas físicas. No interior, se apoia na organização das lojas. Fora da região Sul, emprega transportadoras terceirizadas. “Para Manaus pego a estrutura de Curitiba e de um transportador parceiro. Pode ser aéreo também, conforme o tipo de produto. O envio de celular é feito pelos Correios”, conta. “Todos os dias despachamos diversos itens para as regiões Norte e Nordeste”, acrescenta.

Alexandre conta que o CD de Porto Alegre tem estoque para 2.03 meses. “É um índice alto, mas é o custo da disponibilidade. Se ao cliente entra na loja e não puder levar o televisor, vai embora e procura em outra loja”, comenta. Para evitar isso, há a área de gestão de estoque que cuida da inteligência e reposição dos produtos, com sede em Farroupilha, que monitora as vendas das lojas em tempo real e repassa as informações para abastecer as filiais. “É ela que também gera novos pedidos para os fornecedores”, complementa.

Para ele, sem o gerenciamento de risco de frota é difícil conduzir a logística em função do nível de roubo e assaltos. A Colombo conta com o sistema Autotrack e da Rota para rastreamento, monitoramento e gerenciadora de risco da frota. Apesar de todos estes cuidados, Alexandre relata que é acordado no meio da madrugada com a notícia de arrombamento de um CD, como o ocorrido em Curitiba, ou de um crossdocking, como de Florianópolis. “Quando se trata de assalto a caminhões nada supera Porto Alegre”, lamenta. “As lojas de rua também sofrem muito com assaltos”, conclui.

Por Guilherme Arruda

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