Para Portella, conjuntura não favorece investimento no programa de concessões rodoviárias do RS

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Ricardo Portella/Revista Modal

Apesar do esforço do governo do estado em deflagrar o processo de concessões de rodovias ao longo de 2017, as perspectivas reais de atrair o interesse de investidores são muito baixas. Hoje praticamente não existem linhas de financiamento capazes de garantir os empreendimentos, nem estradas com VDM (Volume Diário Médio de veículos) atrativo para a exploração dos serviços.

A opinião é do presidente do Sicepot-RS, Ricardo Portella, que lembra as novas normas adotadas pelo BNDES na concessão de linhas de financiamento (TJLP) as quais foram reduzidas de 80% para  49%, correspondente a uma taxa de juros anual de 12,5%.

“Essa condição de financiamento pode ser melhorada por meio da emissão de debêntures de infraestrutura cujo custo é de 21%, no mínimo, com o restante a ser completado com o dinheiro dos acionistas”, observa Portella. “Entretanto, além de faltar dinheiro, a demanda nas rodovias está baixa, o que inviabiliza os negócios. Hoje, no estado, apenas as estradas federais e as pertencentes à EGR teriam a atratividade necessária para atrair os investidores”, completa o dirigente.

Para Portella, as concessões de rodovias no Rio Grande do Sul poderão viabilizar-se somente com o início da retomada da economia nacional, o que deve acontecer em 2018.

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