Paralisação dos caminhoneiros reduz movimentação de cargas no porto de Rio Grande em 6,6%

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Crédito: Divulgação

As expectativas em relação aos reflexos da paralisação dos caminhoneiros no mês de maio sobre as atividades no porto de Rio Grande não se mostraram tão graves quanto se imaginava. Dados divulgados pela Superintendência nesta quarta-feira (13) revelam que houve um recuo de 6,65% no desempenho geral sobre igual mês do ano passado, e de um crescimento de 1,45% no comparativo com o mês anterior.

O total movimentado em maio passado foi de 3,854 milhões de toneladas, ante 4,129 milhões de toneladas em maio de 2017. Em abril, o volume de cargas embarcadas e desembarcadas somou 3,797 milhões de toneladas.

Exportações jan-maio 2018

Crescimento no acumulado de cinco meses

No acumulado janeiro-maio de 2018, o porto gaúcho registrou movimento de 15,865 milhões de toneladas, quantidade que representa uma retração de apenas 0,61% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Para efeito de comparação, em 2016 as operações em Rio Grande somaram 15,082 milhões de toneladas em cinco meses. Isso representa que, em dois anos, houve crescimento de 5,19%.

Para alguns especialistas ouvidos pela revista Modal, o impacto em Rio Grande não foi maior porque muitos produtores de grãos preferiram não enviar cargas na expectativa futura de comercialização da soja com preço melhor no mercado internacional. “Cargas que não foram embarcadas em maio, certamente deverão ser negociadas em junho ou julho”, assinala uma fonte.

Exportações de soja registram alta

Por segmento, a movimentação de carga geral em Rio Grande entre janeiro e maio desse ano avançou 13,57% em relação a igual período de 2017, totalizando 4,857 milhões de toneladas. Granéis sólidos tiveram redução de 3,55% para 9,451 milhões de toneladas no comparativo entre os intervalos, enquanto que granéis líquidos encolheram 17,50%. As exportações da soja em grãos em cinco meses desse ano totalizaram embarques de 5,162 milhões de toneladas, alta de 7,55% sobre janeiro-maio de 2017.

Sem poder mexer no PIB

As cargas conteinerizada fecharam os primeiros cinco meses do ano com movimentação de 281,5 mil TEUs. Sobre janeiro-maio de 2017, representou um pequeno aumento de 0,30%, mas foi menor em relação a igual período de 2016 (284,9 mil TEUs), queda de 1,16%. Paulo Bertinetti, diretor do Tecon Rio Grande, informa que o terminal contava com um volume de carga para se movimentar durante a paralisação dos caminhoneiros. “Nós lutamos para que o mercado fique sempre em ascensão, mas somos apenas uma ferramenta, uma porta de entrada e saída da produção gaúcha. A gente não consegue mexer no PIB do estado”, explica.

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