Porto de Antuérpia inaugura instituto de treinamento marítimo no Brasil

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Crédito: Divulgação

O porto de Antuérpia promoverá uma série de seminários em dois centros de treinamento para profissionais do setor marítimo brasileiro. A iniciativa descrita em um Memorando de Entendimento (MOU) foi firmado pelo encarregado do porto belga, Marc Van Peel e pelo Ministro Brasileiro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. O porto de Antuérpia aplicou com sucesso modelo semelhante na Índia, onde foi inaugurado um centro de treinamento especial para profissionais do setor na cidade portuária de Mumbai.

“A APEC, nossa subsidiária de treinamento, possui experiência comprovada e relevante no treinamento de profissionais do setor portuário,” disse Van Peel, logo depois de assinar o documento. “Além disso, Antuérpia é um grande parceiro comercial do Brasil. Graças aos nossos serviços, essa colaboração será ainda mais reforçada”, conclui.

Rumo a portos mais modernos

O Brasil possui 45 portos estatais e 131 terminais portuários privados. Para se ter uma ideia, no mínimo 98,6% das exportações para o estrangeiro utilizam este modal. Há muito trabalho a ser feito: a infraestrutura logística precisa urgentemente ser modernizada, sendo um dos fatores mais importantes para que o país consiga aquecer a economia e manter-se competitivo no cenário internacional.

“Foi neste contexto que o ministério brasileiro solicitou à APEC que fizesse uma contribuição maior”, explica o diretor administrativo da APEC, Kristof Waterschoot. “A APEC já é bastante conhecida nos círculos portuários brasileiros. Mais de 660 profissionais do setor marítimo do Brasil participaram de um seminário ou outro tipo de treinamento em Antuérpia,” continua ele. Mas a necessidade é maior.

Porta de entrada para a América do Sul

Por isso, Antuérpia e o Brasil concordaram em reformar dois institutos de treinamento já existentes no modelo da APEC, um em São Paulo e outro em Alagoas. O porto de Antuérpia ficará responsável, entre outras coisas, por elaborar cursos sob medida e fornecer os palestrantes. “Os estivadores, em particular, precisam ser especialmente treinados. Antuérpia possui forte reputação pelo alto grau de profissionalismo de seus trabalhadores das docas, e por isso iremos desenvolver um programa sob medida para este setor de mão-de-obra, em colaboração com o centro de treinamento de Antuérpia “, explica Waterschoot.

Com um volume de cargas anual de 7,1 milhões de toneladas, o Brasil é o sétimo maior parceiro comercial de Antuérpia. Portos como Salvador, Santos, Paranaguá, Rio de Janeiro e Rio Grande geram grandes volumes de entrada e saída de carga, com contêineres que transportam mercadorias ultracongeladas e produtos agrícolas, bem como derivados de combustível e produtos de metal. De fato, Antuérpia possui dois representantes locais que atuam em seu nome na comunidade portuária do Brasil: Ricardo Sproesser e Henrique Rabelo.

Investimento no porto de Açu

No inverno do ano passado, outra subsidiária da Autoridade Portuária, o Porto de Antuérpia Internacional, decidiu investir 10 milhões de dólares no Porto do Açu, primeiro complexo portuário privado operacional no norte do estado do Rio de Janeiro. “O Brasil é a principal porta de entrada do porto de Antuérpia na América do Sul, e consequentemente, também para os diversos países flamengos e europeus que pretendem fazer negócios nessa região”, salienta o encarregado municipal do porto, Marc Van Peel. “Dessa forma, é essencial que estejamos presentes aqui de diversas formas”.

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