RS é o terceiro estado da Federação com o menor payback no setor solar

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Foto/Divulgação

O Rio Grande do Sul é um dos três estados da Federação com o menor payback no setor solar de geração distribuída — em torno de 40 meses. Pelo menos foi essa a conclusão de recente estudo da HCC Engenharia Elétrica, com sede em Santa Maria (RS).
De acordo com o engenheiro Luiz Alberto Wagner Pinto, diretor comercial da empresa, o estudo abrangeu diversas regiões do país, levando em consideração a irradiação solar, tarifas de energia e incentivos fiscais.

Combinação de fatores

“Mesmo sem o potencial dos estados do Nordeste, o RS conta com uma atrativa combinação de fatores”, explicou Wagner. “Além da isenção de ICMS, o estado é beneficiado por altas tarifas de energia e por um índice de chuvas que ajuda na limpeza dos módulos. O fato de contar com mudanças de estações bem diferenciadas reduz também as perdas de eficiência do sistema, o que ocorre no Nordeste, onde as temperaturas se mantêm elevadas quase o ano inteiro”.
Minas Gerais é o estado mais competitivo com uma redução de 20% no payback em comparação ao RS, devido à alta irradiação solar, tarifas altas e isenção de ICMS, seguido pelo Rio de Janeiro, conforme o levantamento da empresa.

Cresce a demanda no RS

Para o executivo, o setor solar de geração distribuída irá crescer muito no Brasil, especialmente no RS. Ele lembra que, segundo dados da Aneel, o número de sistemas conectados na rede subiu mais de 100% no último ano, chegando a 160 MW de potência acumulada e a perspectiva para o próximo ano é de um aumento ainda maior. Segundo estudos da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a projeção é que em 2018 sejam instalados mais 214 kW de geração distribuída solar.

“Fantástico”. Assim Wagner define o desempenho da empresa em 2017. “Tivemos um crescimento exponencial. Saímos de pouco mais de 500 KW instalados acumulados, para quase 2.500 kW no final do ano, o que passou muito pela melhoria nos preços das soluções, mas também do aumento das tarifas de energia elétrica.”  Para 2018, a HCC prevê um crescimento no mercado solar gaúcho de 50%, o que também deve ocorrer no Nordeste.

Mercado

A principal forma de incentivo no sentido de ampliar os investimentos no setor solar de geração distribuída é a isenção do ICMS sobre a energia gerada, o que já é realidade para 24 estados do Brasil (Amazônia, Paraná e Santa Catarina ainda não aderiram), destaca  o executivo. “A isenção do ICMS para plantas acima de 1MW provavelmente poderia fomentar o crescimento no investimento de mini- geradoras e consórcios”, prevê Wagner.  “Esse mercado, no RS, poderia crescer com a ampliação da isenção, iniciando ainda em 2018 a instalação de plantas entre 1MW e 5 MW, dependendo da isenção do ICMS e de uma adaptação das concessionárias de energia elétrica a esse tipo de empreendimento.”

As indústrias estão começando a investir em soluções de energia fotovoltaica?  “É uma tendência, principalmente para as  de pequeno e médio porte, que não podem acessar o mercado livre e por isso pagam uma energia muito cara. O cenário de expansão da capacidade instalada passa obrigatoriamente pela adesão de indústrias que deverão implementar sistemas mais robustos e com uma grande geração de energia elétrica”, conclui.

 

 

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