Sicredi nota apetite cada vez maior por energia solar

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Jocimar Martins(E) e Elenilton Souza Foto: Pedro Guilhon

O Sicredi espera para este ano um crescimento acima de 20% em sua linha de crédito específica para energia solar. Lançado em 2015, em plena onda verde, o produto teve sua demanda ampliada de cerca de R$ 5 milhões, em 2016, para mais de R$ 30 milhões, no ano passado, informou a Modal o gerente de desenvolvimento de negócios em crédito do Sicredi, Elenilton Souza.  “O Sicredi Energia Solar é focado nos mais diversos ângulos do empreendimento, desde familiar, comercial, industrial e rural, e pode incluir, além dos equipamentos e instalação, o próprio projeto”.

Souza nota que, desde o seu lançamento, a demanda pela linha de crédito concentrava-se em grande parte na região Sul, o que vem se modificando de forma progressiva devido ao crescente interesse de outras regiões. “Dos cerca de R$ 30 milhões de crédito, do ano passado, pelo menos 70% ficou com associados da região Sul, enquanto que, no ano anterior, isso representava quase 90%”, informou.

Prazos

Diante de um apetite cada vez maior pela chamada mini e micro geração distribuída de energia solar, o Sicredi resolveu ampliar o prazo de pagamento da operação para 10 anos, combinado com taxas de juros mais atrativas. “Quando foi criada, o prazo do produto era de cinco anos, o que refletia uma conjuntura econômica completamente diferente da atual”, pontua o executivo.

Ele destaca que o novo prazo facilita os empreendimentos de projetos familiares dado que esses são os que mais sofrem pela pressão de viabilidade.  Já os segmentos comercial, da indústria e rural não têm tanto essa necessidade e, até pelo porte dos projetos, conseguem se viabilizar de forma mais rápida, acrescenta.

Taxas

Com a nova conjuntura, em linha com o mercado, a taxa básica do produto também melhorou para o cliente. Desde o final de 2016 até agora já se reduziu pela metade.  De CDI mais 1%, correspondente a 25% ao ano, passou a ser CDI mais 0,80%, ou 15% ao ano. “Essa é a taxa referencial do produto. Ocorre que as cooperativas têm autonomia para praticar a taxa de acordo com o mercado de cada uma. Assim, o associado pode encontrar cooperativas com taxas mais baixas e outras com mais altas”, explica o executivo. “Mesmo assim, foram 10 pontos percentuais de queda ao longo do ano”.

Segmentos

Entre os segmentos de maior procura, os destaques são produtores rurais, comércio e a indústria, que apresentam projetos com amplitude maior e conseguem se viabilizar mais fácil do que colocar uma placa em cima da casa, mas o cenário é bastante positivo se considerarmos os aumentos das tarifas de energia, analisa Souza. “Estamos cada vez mais ofertados e vamos crescer ainda mais”, garante o executivo. Afinal, no ano passado, enquanto o mercado de crédito retraiu-se em 2%, o Sicredi cresceu 21%, acrescenta. Além da linha específica para energia solar, o Sicredi também opera com repasse de recursos do BNDES que podem financiar por meio do Finame a compra de equipamentos para projetos de mini e micro geração de energia distribuída. Ao total, a carteira de crédito da instituição alcança R$ 46 bilhões.

Consórcio

Mas não é somente por meio do Sicredi Energia Solar que é possível investir em painéis solares e abater os custos das contas de luz. O Consórcio da Administradora de Consórcios Sicredi oferece a possibilidade de aquisição desses tipos de equipamentos nas linhas de segmentos chamados bens móveis, formado por grupos de automóveis, motocicletas e pesados.

A partir de julho de 2015, no sentido de incentivar a aquisição desses equipamentos dentro do sistema e atingir uma variedade mais ampla em termos de financiamento, foram formalizada parcerias com fornecedores. Hoje, o sistema conta com 8 mil cotas de consórcios já comercializados com esses bens de referência, correspondente a R$ 311 milhões de crédito. Os prazos são de 60 até 120 meses e os créditos variam de R$ 7.500 até R$ 460 mil.

“Caminho sem volta”

Em 2017 foram comercializados R$ 177 milhões na carteira de bens sustentáveis, o que representou um incremento de 35%, em comparação ao ano anterior. A previsão para 2018 é de um incremento de 20%, o que deve superar a cerca de R$ 200 milhões.  “Esse é quase um caminho sem volta em termos de esgotamento de matriz energética do país, e o Sicredi quer estar presente no desenvolvimento de seu associado para que ele possa surfar a onda de energia sustentável”, avalia Jocimar Martins, gerente de Consórcio da Administradora de Consórcios Sicredi.

Entre as cartas de consórcios contempladas, a energia solar tem se destacado como o principal item e responde por 80% da utilização dos créditos. Da carteira atual 81%, são de clientes pessoa física, dos quais 40% do segmento agro. Os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso representam 72% do volume do comercializado.

 

 

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