Pellegrini, do Dnit-RS, prevê para março de 2020 a liberação dos primeiros ramos de acesso da nova ponte do Guaíba

Delmar Pellegrini Júnior, superintendente do Dnit-RS/ Revista Modal

 Ainda sem uma definição sobre o reassentamento de cerca de 700 famílias localizadas nas vilas Tio Zeca e Areia, na Ilha Grande dos Marinheiros, necessário para a continuidade das obras, o Departamento de Infraestrutura dos Transportes (Dnit-RS) prevê para o primeiro semestre de 2020 a conclusão de 95% do cronograma de execução da nova ponte do Guaíba. Em entrevista à Modal, o superintendente regional da autarquia, Delmar Pellegrini Filho, confirmou que até março de 2020 deverá ser liberado para o tráfego o ramo no sentido capital- fronteira e capital-São Paulo, devendo ficar pendentes os acessos do bairro Humaitá.

Nosso gargalo são os trâmites necessários para o reassentamento das famílias, o que depende da prefeitura de Porto Alegre”, disse Pellegrini. “Como são pessoas socialmente vulneráveis, o processo deve ser conduzido passo a passo, o que torna imprevisível a conclusão total do empreendimento”, acrescentou.

Somente com a remoção das famílias que ocupam o solo de forma irregular já foram despendidos cerca de R$ 100 milhões e outros R$ 100 milhões deverão ser desembolsados para a conclusão do processo. “Com os R$ 50 milhões que acabamos de receber do Dnit, ficarão faltando mais R$ 50 milhões que dependem da remoção das famílias para a conclusão da obra”, disse Pellegrini. O empreendimento de 7,1 quilômetros de extensão deverá demandar cerca de R$ 750 milhões.

BR-116

Outra obra considerada prioritária pelo governo federal no RS é a duplicação da BR-116. Com cerca de R$ 140 milhões garantidos para este ano, a conclusão do empreendimento, prevista para 2021, que alcançou no primeiro semestre do ano 60% do cronograma de execução, depende da liberação de mais R$ 400 milhões.  Ao total, a rodovia deverá demandar cerca de R$ 1,4 bilhão.

Entre o final deste mês e a primeira quinzena de agosto devem ser liberados 47 quilômetros duplicados. “Estamos resolvendo a sinalização da rodovia para liberar esse trecho. Com exceção do lote cinco, o restante da obra encontra-se em um ritmo muito bom”, disse Pellegrini.

Responsável pelas obras do lote cinco, a empresa Brasília-Guaíba, que se encontra em recuperação judicial, poderá ter seu contrato rescindido pelo Dnit além de sofrer processo de punição devido a não-execução dos serviços contratados. A obra alcançou 45% do cronograma de execução, mas está em ritmo lento em comparação com os demais lotes. “Ainda estamos examinando a possibilidade rescisão de contrato com a Brasília-Guaíba e  lançar uma nova licitação para conclusão da obra”, disse o titular do Dnit-RS.
PATO

Com um orçamento de R$ 772 milhões em 2019 previsto para o RS, a autarquia deverá investir um total de R$ 300 milhões somente na rubrica Pato (Plano Anual de Manutenção) que inclui toda a malha federal no estado. “Esse valor, contudo, não é o suficiente para a demanda de manutenção das rodovias”, lamenta Pellegrini. “O ideal seria pelo menos R$ 500 milhões”, acrescenta, lembrando que a superintendência do Dnit no RS, em anos anteriores à crise fiscal do país, operava com orçamentos acima de R$ 1 bilhão.

“Com a nova ponte do Guaíba e com a duplicação da BR-116, o RS se tornará um dos estados de maior eficiência logística na infraestrutura de transportes?”, pergunta o repórter. “ Isso vai depender da conclusão da duplicação da BR-290, que completou alcançou apenas 10% de seu cronograma e não dispõe de recursos”, comenta Pellegrini. “Com a conclusão dessa obra, sem dúvida, o estado deverá atingir um novo patamar em matéria de logística de transportes”.
BR-448

Outra obra que se insere entre aquelas que devem contribuir para a redução do custo logístico no estado é o prolongamento da BR-448 cujo EVTEA  (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental)  está em desenvolvimento pelo consórcio Magna-Enecon. O Dnit pretende ampliar a rodovia em 18,7 km a partir do quilômetro seis em Esteio, até a RS-240, em Portão, no Vale dos Sinos, o que deve contribuir para desviar parte do tráfego da BR-116.

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