Sindieólica -RS prevê forte disputa no leilão A-6, de outubro

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Eólicas do Sul de olho no mercado livre

O leilão A-4, realizado em 28 de junho passado, em São Paulo, confirmou a previsão do Sindieólica-RS de que os preços iriam se reduzir devido à baixa contratação de energia, o que deve se alterar no leilão A-6, de outubro, quando o Congresso Nacional já deve ter votado a reforma de Previdência, trazendo novo ânimo à economia , além de ter um horizonte mais longo para o suprimento dos contratos. “Foi um certame atípico devido ao baixo nível de atividades da economia, o que também influiu no nível de preço”, disse Guilherme Sari, presidente da entidade.

O certame também serviu para comprovar o fato de que os projetos do Rio Grande do Sul precisam se voltar para um mercado diferente, deixando o mercado regulado dado ao grande volume de alta produtividade do Nordeste, acrescentou.

“O mercado regulado não é o business do Sul, que precisa trabalhar mais na linha boutique, numa comparação com o mercado de carnes especiais, e na defesa dos leilões regionais”, pontuou.

A contratação eólica, no último leilão, foi de apenas três projetos, somando 95,2 MW com preço médio de venda de R$ 79,99/MWh, o equivalente a US$ 20,94/MWh.

Para o titular da Sindieólica, existem algumas vantagens dos projetos do Sul no mercado livre devido à proximidade dos centros de carga, o que diferencia os preços, em determinados momentos, entre 30% e 40% superiores em comparação com o mercado regulado.

No mercado livre ele vê certa vantagem para o Sul pelo preço diferenciado. “Por isso, faz sentido trabalhar com esse submercado. Dessa forma, nosso negócio deixa de ser específico de vento e produtividade e passa a ser de logística de conexão próxima e preço diferenciado, que compensa uma produção mais baixa. O consumidor quer pagar menos, mas o menos que ele paga é muito mais que o mercado de leilão oferece”.

O fato de os empreendedores gaúchos de energia eólica terem cadastrado 69 projetos correspondentes a 1910 MW, no leilão A-4,  e  90 projetos correspondentes a 2414 MW, no leilão A-6, segundo Sari, se justifica devido à possibilidade de viabilizar o acesso a financiamentos.  “Uma vez que o projeto é cadastrado e habilitado pela EPE, o empreendedor garante uma espécie de chancela, como se fosse um certificado ISO, o que garante a credibilidade do empreendimento junto ao fabricante dos equipamentos. Sabemos que será difícil vencer o leilão, mas se colocarmos, mesmo que seja o mínimo de MW no mercado regulado, poderemos fazer uma composição com o mercado livre”.

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