O jeito da Hydro Hobus Segatto desenvolver projetos para centrais hidrelétricas

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Valdemar Hobus (E) e Cristiano Segatto (D) em verificação de turbinas da WSA Turbinas Hidráulicas, com Gil Klein (C)

Em maio de 2016, Cristiano Segatto foi contratado pelo empresário Pedro Claudino para a reativação de uma CGH em Vitor Meireles (SC). Especialista em gestão de projetos, recuperação e reestruturação de empresas em crise, oriundo das áreas administrativa, financeira e do setor público, ele lecionava na faculdade local, além de manter uma empresa de consultoria e gestão.

Foi quando conheceu Valdemar Hobus — um especialista com mais de 20 anos de experiência no setor e dono de um portfólio de serviços de montagem de turbinas, repotenciação e reformas de mais de 20 PCHs —, que faria a coordenação de todos os itens técnicos da usina, além da reforma do gerador e das estruturas existentes, definição da turbina e automação.

Com o tempo, os dois foram se conhecendo quando notaram  afinidades, como um mútuo comprometimento com o trabalho e extrema autoexigência.

“Um dia, o Hobus falou que gostava do meu jeito de trabalhar, perfil e forma de conduzir as coisas, e que poderíamos ter boas chances de sucesso se nos juntássemos para formar uma empresa.  Aceitei o convite e fui gradualmente focando na área de energia, encerrando os demais trabalhos, conta Segatto.

De lá para cá, a Hydro Hobus Segatto, especializada na prestação de serviços para o setor de centrais hidrelétricas, com sede em Rio do Sul (SC), só avançou. E já em 2020 prepara a sua chegada aos mercados do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Atualmente, a empresa desenvolve projetos de CGHs nos municípios catarinenses de Alfredo Wagner, Aurora, Lontras, Ibirama, Vidal Ramos, Garuva, Doutor Pedrinho e Vitor Meireles correspondentes a 32 MW de potência instalada. Na maioria dos empreendimentos, além de prestadora de serviços, a Hydro Hobus Segatto atua como sócia de sua clientela formada por seis grandes grupos econômicos.

Incremento

No exercício encerrado em 2019, a empresa alcançou um incremento de 40% em comparação ao ano anterior, o mesmo patamar de crescimento que pretende manter neste ano, com base em uma maior demanda de investidores, estimulada pelos baixos retornos de aplicações financeiras e aos altos riscos de outras opções.

“Apesar da conjuntura econômica estimular o investimento em opções mais rentáveis frente à taxa Selic, o investidor bem informado não abre mão do bom senso e sabe do poder da diversificação”, diz Cristiano Segatto, um dos sócios da empresa. Segundo ele, o setor de geração de energia “é disparado um dos melhores retornos de investimento, além de permitir uma robusta distribuição de dividendos, embasada na forte geração de caixa, baixa alavancagem ”.

Cenários de 2020

“Temos uma ótima expectativa para 2020, já que o Brasil é o terceiro maior gerador de energias renováveis – aqueles que não liberam resíduos e gases poluentes na atmosfera. Em nossa opinião, os empreendimentos de PCH’s e CGH’s necessitam e merecem melhor atenção do governo, no tocante ao licenciamento ambiental a fim de possibilitar um maior número de empreendimentos, geração de emprego e desenvolvimento social, além da melhora dos aspectos ambientais nos locais de implantação”.

De acordo com Segatto, o mercado de centrais hidrelétricas exige alta competência profissional para a execução dos projetos. “ Os pontos chaves desse processo, além da capacidade de gestão, incluem as questões fundiárias, ambientais e a comercialização de energia, cujas áreas em nossos empreendimentos são desempenhadas por meio de nossas parcerias: Everson Pedroso Corretora de Imóveis, Agronômica; Cedro Inteligência Ambiental e Enermerco Energia, ambas de Timbó (SC)”.

Um dos cases da empresa inclui o aumento de 62% da potência das CGH’s Auto Elite 1 e 2, de 0,8 para 1,3 MW, graças à otimização dos projetos, além da redução do custo global para baixo do orçado.

“A nossa característica é de colocar a mão em tudo que fazemos, de forma personalizada”, diz Segatto. “Quando tratamos de CGH’s  são fatores fundamentais a questão fundiária e o licenciamento ambiental e isso implica dedicação, habilidade, tempo e dinheiro”, relata o empresário.

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