Rumo ALL discute plano de atuação no RS

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Exatos dois anos depois de oficializada a incorporação da América Latina Logística (ALL) pela Rumo Logística Operadora Multimodal, administrada pela Cosan – maior produtora e exportadora de açúcar e etanol do Brasil –a Secretaria dos Transportes do RS criou grupo de trabalho formado por representantes de entidades de classe do estado e da empresa, com o objetivo de viabilizar a ampliação da oferta do modal ferroviário no Rio Grande do Sul.
De acordo com Alinne Christofoli, executiva de relações institucionais da companhia, a empresa pretende alinhavar planos estaduais em comum acordo com os governos dos estados onde atua, ou seja, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Em missão no estado, na terceira semana de março, Alinne manteve contato com secretários de estado e lideranças empresariais. Na Fiergs, durante reunião conjunta do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) e do Conselho de Comércio Exterior (Concex), em 15 de março,  o presidente do Simecs, Getulio da Silva Fonseca, defendeu a instalação de um terminal rodoferroviário, em Vacaria, com o objetivo de reduzir o custo logístico das empresas. Hoje elas dependem do modal rodoviário, o que eleva os custos logísticos em até 20%. Somente o polo metal mecânico de Caxias do Sul responde pelo consumo de 5% da produção de aço no país, com destaque para a Randon que movimenta 750 toneladas por dia de aço, informou Fonseca. “Acreditamos que com esse terminal seria possível baixar os custos de logística em torno de oito pontos percentuais.”

A proposta fez parte de uma negociação do Simecs com representantes da própria empresa, há cerca de três anos, os quais se comprometeram em desenvolver um projeto de engenharia para o terminal que, no entanto, não avançou. A rede ferroviária passa pelo centro e região sudeste do país e liga Vacaria a Uruguaiana, ao Porto de Rio Grande, ao Porto de São Francisco do Sul (Santa Catarina), e ao Porto de Paranaguá (Paraná).

Na Fecomércio-RS, Alinne recebeu relatório da entidade, segundo o qual existem gargalos na oferta de serviço de transporte ferroviário. Entre os principais entraves, a entidade listou a desativação de ramais, serviços precários e o alto custo do transporte ferroviário. Conforme o documento da entidade, as estatísticas de cargas transportadas demonstram que houve uma redução significativa de cerca de 3 milhões de toneladas movimentadas anualmente. Como exemplo, o documento cita o transporte de soja que, em 2007, movimentou 5,8 milhões de toneladas, caindo para 3,1 milhões de toneladas em 2014, apesar do incremento da produção do cereal no estado. Essa redução, acrescenta a Fecomércio-RS, se deveu à diminuição de locomotivas e vagões em circulação no estado que foram deslocados para outras regiões do país, causando evidentes prejuízos à malha rodoviária do RS e aos produtores pelo aumento do frete.

A ALL opera 3,1 mil quilômetros de ferrovia no Rio Grande do Sul. As linhas-tronco são: Cruz Alta a Rio Grande (1.000 quilômetros) e Vacaria a Esteio ( 350 quilômetros) e Esteio a Uruguaiana ( 800 quilômetros). As principais rotas são: Cruz Alta a Rio Grande (safra de soja e trigo) Tronco Sul (Esteio a Vacaria) e corredor Esteio a Uruguaiana.

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