ABG completa 30 anos em 2020, com licenciamentos ambientais de mais de 20 centrais hidrelétricas

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Banco de dados do rio das Antas sobre o clima está disponível no Sistema de Informação Ambiental (SIA-UCS)

Alexandre Bugin, diretor da ABG Engenharia e Meio Ambiente, de Porto Alegre, afirma que o histórico de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs ) já desmistificou a insegurança que os ambientalistas e a sociedade projetavam sobre suas consequências sociais e ambientais.

Ao longo de quase 30 anos de atividades, que completa em 2020, a ABG reúne em seu portfólio o licenciamento ambiental de mais de 20 centrais hidrelétricas, além do Complexo Ceran, do rio das Antas, formado pelas usinas Monte Claro (130 MW), Castro Alves (130 MW) e 14 de julho (100 MW).

Lembra Bugin que em cada um desses projetos foram desenvolvidas pelos empreendedores as chamadas Áreas de Preservação Permanente (APPs), que têm a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico da fauna e flora, além de proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações.

“Cada empreendedor fica responsável pela preservação e recuperação das faixas dos entornos dos reservatórios das PCHs. Isso significa um grande ganho ambiental em termos de florestas, aumento de habitats para a fauna e recuperação de corredores ecológicos”, assinala.

Em média, cada PCH possui um reservatório de 10 km de comprimento, o que corresponde a uma APP de cerca de 200 hectares, exemplifica Bugin. “São áreas que não podem ser ocupadas e, em grande parte, estão sendo preservadas e recuperadas”, acrescenta. “É preciso considerar, portanto, os extraordinários benefícios que as APPs representam para a sociedade”.
RS tem mais de 25.400 hectares de APPs

De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o RS conta com 127 empreendimentos hidrelétricos, entre PCHs, CGHs e UHEs, e em cada um deles existe uma APP. “Se todas essas áreas forem somadas, no RS haveria cerca de 25.400 hectares de florestas preservadas por empreendedores de hidrelétricas, em uma estimativa conservadora”, destaca Bugin.    Além disso, os investimentos em PCHs geraram para sociedade uma quantidade significativa de dados de monitoramento do ambiente que eram desconhecidos sobre a fauna, flora, água e clima, o que representa ganho efetivo ambiental, acrescenta.
Banco de dados

Um dos case de formação de banco de dados de empreendimentos hidrelétricos  é do Complexo Ceran , da bacia do Taquari –Antas,  no qual foram desenvolvidos monitoramentos de clima, água, fauna e flora. “Todo o trecho do rio das Antas, entre Bom Jesus e Bento Gonçalves, numa extensão de 200 km, vem sendo monitorado pelas hidrelétricas desde 2002, o que se constitui em um banco de dados de inestimável valor ambiental e que gerou  um banco de dados ambiental da região, relata Bugin.

Os empreendedores de PCHs e UHEs dessa bacia, segundo o e engenheiro, desenvolveram um convênio com a Universidade de Caxias e essas informações estão disponíveis no Sistema de Informação Ambiental (SIA-UCS), e pode  ser usado para fins de conhecimento para a melhoria do setor agropecuário, municípios e pesquisadores.

“São exemplos desse tipo que mostram a contribuição desses projetos para a sociedade”, diz Bugin. “Infelizmente, o poder público não tem  capacidade para aproveitar esses dados de licenciamentos que foram montados com recursos dos próprios empreendedores”.

Cenários de 2020

Depois de enfrentar um dos períodos mais difíceis para o mercado de consultoria ambiental, em 2017, a ABG teve um crescimento 10% em seu faturamento em 2018, em comparação a ano anterior. Para este ano, deve obter novo incremento entre 3% e 5% e para 2020, a expectativa é de alcançar novo incremento de 10%.

“Nos últimos cinco meses, vemos empreendedores retomando seus investimentos não somente na área de energia, mas também no setor imobiliário e infraestrutura, o que nos faz projetar 2020 como um ano bastante significativo para novos negócios”.

Além da área de energia, de forma pronunciada em PCHs, energia eólica e linhas de transmissão – a empresa é responsável pelo licenciamento ambiental dos lotes 11 (CPFL) e 12 (Taesa) das linhas de transmissão do leilão de dezembro de 2018) -, a ABG atua nos segmentos imobiliário, mineração, infraestrutura e indústria.

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