Para Abrapch, a questão ambiental ainda limita participação do setor nos leilões

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Paulo Arbex, presidente da Abrapch

Com um total 39 projetos de PCHs correspondente a 591 MW e 11 CGHs equivalente a 33 MW, mais uma vez as centrais hidrelétricas tiveram um número de projetos habilitados para o leilão de 28 de maio, que terá uma oferta de 51.438 MW,  bem abaixo da expectativa do setor.

“Trata-se de um volume razoável de PCHs e CGHs, mas que poderia ser o dobro ou o triplo se existisse um processo de licenciamento mais racional e uma política mais clara de incentivo às fontes limpas”, afirmou a MODAL Paulo Arbex, presidente da Associação Brasileira de PCHs (Abrapch).

De acordo com Arbex,  o setor vem se deparando com denúncias “descabidas” de ONGs que encaminham pedidos de embargos ao Ministério Público, sob o pretexto de que as PCHs são responsáveis por impactos ambientais.  “As PCHs e CGHs ficam anos a fio sem receber licenciamento e quando ultrapassam essa etapa, muitas delas com barragens entre um metro e 80 cm, são embargadas pelo Ministério Público influenciado por essas ONGs ”, assinalou.

Arbex ressaltou o papel que o MP desempenha no combate à corrupção do país e na defesa dos interesses da sociedade, mas observou que as mesmas pessoas que denunciam as centrais hidrelétricas fecham os olhos para indústrias que causam danos ambientais e não recebem nenhum tipo de embargo.

“É preciso parar com essa preocupação ambiental seletiva e fazer com que cada tipo de empreendimento compense os seus danos ambientais reais e não continuar nessa toada que temos ouvido de associados de verdadeiro dumping ambiental. Fica fácil concorrer botando lobistas e ONGs para travar projetos de seus concorrentes, fazendo vista grossa para os seus”.

O titular da Abrapch aproveitou para convidar representantes do MP  “para ver de verdade os impactos reais das PCHs e comparar com  alternativas como as termelétricas que são movidas a combustíveis fósseis. “Pelo fato de existir uma verdadeira “malhação de Judas” em cima das PCHs , o setor não consegue cadastrar um maior número de projetos nos leilões, enquanto isso o Brasil vai carbonizando a sua matriz”.

“O motivo principal da pouca presença das centrais hidrelétricas nos leilões é esse: a prática de uma política ambiental às avessas e que vai na contramão do que o mundo está fazendo, ou seja reduzindo a concentração de carbono de suas atividades”.

 

 

 

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