Abrapch promove educação ambiental com central hidrelétrica no parque Barigui, de Curitiba,

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CGH Nicolau Klüppel/Divulgação

A partir desta sexta-feira, dia 4 de outubro, Curitiba passará a incluir mais um ponto de destaque entre os indicadores que a levaram, em 2018, ao topo do ranking Connected Smart Cities, que lista as cidades mais inteligentes do Brasil, com a inauguração da central hidrelétrica Nicolau Klüppel, no parque Barigui.

Doada pela Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas (Abrapch), a CGH é baseada no conceito do Parafuso de Archimedes, com o aproveitamento de uma queda de água de 3,5 metros do vertedouro do lago do parque para gerar energia. (O Parafuso de Arquimedes é simplesmente uma rosca embutida em um tubo. Mergulhando-se uma de suas extremidades no material a ser transportado, e girando-se o conjunto, o material entra pela rosca e vai subindo ao longo do eixo, até transbordar na parte superior.)

Antes da construção e instalação  CGH foram feitos estudos ambientais para verificar impactos no parque. Não haverá alteração na vazão do lago nem riscos para os animais. Os peixes vão  passar por dentro da turbina, entre as hélices da rosca.

O nome da usina foi escolhido em homenagem ao engenheiro que dedicou anos da sua carreira ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e morreu em outubro de 2016, aos 86 anos. Klüppel foi um dos precursores do uso de lagos para captação de água e solução às enchentes. Assim nasceram alguns dos principais parques da cidade, como o Barigui e o São Lourenço.

“O  motivo desse investimento é promover a educação ambiental”, disse à MODAL o presidente da Abrapch, Paulo Arbex. “É dispor de uma usina em plena operação, dentro do parque mais importante da cidade, para mostrar ao vivo que as hidrelétricas são aliadas do meio ambiente”.

A percepção generalizada dos associados da Abrapch, segundo Arbex, é de que por trás dos ataques às hidrelétricas existem  interesse econômicos pesados de concorrentes muito mais poluentes que fazem a apologia de que as PCHs são inimigas do meio ambiente.

“Participamos do Fórum Mundial da Água, no qual todos os países sem exceção demonstraram a existência de escassez de água, o que pretendem contornar com a construção de reservatórios. E o Brasil aparece  na contramão da historia e do meio ambiente ao demonizar os reservatórios que, ao removerem o lixo e demais resíduos, são benéficos inclusive para os rios, que não estão dando conta de toda a demanda para irrigar a lavoura e abastecer a sociedade”.

Nos últimos anos houve uma redução das hidrelétricas no Brasil, o que provocou um aumento desmedido das tarifas de energia, acrescentou. “Com isso, o país que detinha a tarifa mais econômica do mundo passou a ostentar o lugar de uma das mais caras, o que acaba não somente onerando o custo de vida, mas também afugentando os investidores”.

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