agPCH estima em até R$ 8 bilhões o potencial de investimentos do setor no RS

Luís Antônio Leão/Divulgação

O Rio Grande do Sul ganhou um novo atrativo para os empreendedores de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais de Geração Hidrelétrica (CGHs), o que deve reconduzir o estado aos primeiros lugares do ranking nacional desses empreendimentos, afirmou Luis Antônio Leão, presidente da Associação Gaúcha de Pequenas Centrais Hidrelétricas (agGPCH), que prevê investimentos de até R$ 8 bilhões, em médio e longo prazo, devido às novas regras de licenciamento ambiental aprovadas em 8 de novembro pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) em novembro.

“ É um potencial que se consolida através dessa resolução, o que deverá permitire também uma condição bastante boa para os técnicos da Fepam analisarem os processos”, avaliou Leão.

Ele lembrou que o setor contava com 93 projetos, desde o lançamento do Programa Gaúcho de Incentivo às PCHs, em 2017, que hoje alcançam 115. Além disso, a nova legislação abre a possibilidade aos empresários de contar com rios considerados congelados e que agora, por meio de estudos complementares, podem ter seus projetos encaminhados à Fepam. “Isso certamente irá deflagrar novos empreendimentos e dobrar o potencial de geração que pode chegar a cerca de 200 projetos e mais 500 MW de potência”.

De acordo com Leão, a instalação de PCHS não somente garante a geração de eletricidade renovável, mas reduz a demanda ao sistema elétrico nacional, evita os impactos sociais e ambientais e impulsiona a economia regional, resultando no aumento da qualidade de vida e dos padrões sociais para as comunidades mais carentes.

“O importante é continuar trabalhando junto com o governo do estado para que esses projetos se viabilizem no menor tempo possível, e que também dependem de linhas de financiamento competitivas, como são as do BRDE e Badesul. Essas são o ponto-chave  que garantem segurança ao investidor”.

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