Aperto monetário do Fed deve reduzir as expectativas de crescimento no Brasil

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Federal Reserve

A redução na reserva de divisas, com fuga de dólares da economia brasileira e a consequente desvalorização da taxa de câmbio no território nacional, poderá gerar uma pressão inflacionária ainda mais pesada no Brasil, indicando um aumento da taxa Selic, reduzindo ainda mais as expectativas de crescimento econômico, retardando assim, a tão esperada retomada do crescimento pós-Covid.

Esses são os principais efeitos na economia do aperto monetário que o Fed poderá determinar em sua reunião no início de maio, como parte de seu esforço mais agressivo em mais de duas décadas para conter as pressões de preço, segundo o economista Mário de Lima, presidente do Corecon-RS.

Atas da reunião do Fed de 15 a 16 de março, divulgadas na semana passada, mostraram que muitas autoridades do Federal Reserve estavam preparadas para aumentar as taxas em meio ponto, mas optaram por um aumento menor, de um quarto de ponto, devido à preocupação com as consequências da invasão  da Ucrânia pela Rússia.

mariodelima

Mario de Lima

Mesmo que a indicação do Fed não se confirme, Lima mantém pessimismo em relação à economia. Em sua opinião, apenas o processo de normalização pode ajudar no aumento do PIB, tendo a agropecuária como o carro chefe do crescimento. Quanto aos serviços, esses sofrem maiores pressões inflacionárias e devem trazer certo freio para o crescimento, em decorrência do aumento dos juros por conta desse processo no setor, acrescenta.

Eleições

Para o economista, o mais importante que  aponta no horizonte são as eleições de 2022. “Esse é o principal fato na economia e vai determinar ações eleitorais das mais variadas, considerando também a PEC dos combustíveis. A redução das tarifas de energia é consequência direta das eleições deste ano”, acrescenta. “O que está em  risco nas eleições é a responsabilidade fiscal e o teto de gastos”.

 

 

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