Aumento da participação de projetos de energia eólica do RS no leilão A-4, segundo o Sindienergia já é efeito das obras das novas linhas de transmissão

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Guilherme Sari, presidente do Sindienergia-RS

 

Com um total de 83 projetos cadastrados equivalentes a 2.851 MW, o Rio Grande do Sul é o terceiro estado em volume de oferta para o leilão A-4 de 28 de maio, atrás apenas da Bahia (281 projetos correspondentes a 8.156 MW) e Rio Grande do Norte (131 projetos equivalentes a 4.257 MW). Esses números representam um avanço em comparação ao leilão A-6, de outubro do ano passado, quando foram cadastrados 73 projetos com uma potência total de 1.939,7 MW e refletem o atual momento vivido pelo estado com as obras das novas linhas de transmissão, segundo Guilherme Sari, presidente do Sindienergia-RS.

O RS já colocou 3 GW em leilões anteriores, mas agora se trata de um novo cenário e  muitos projetos voltam a ser cadastrados, devido a esse bom momento sustentado pela novas linhas de transmissão cujas obras já estão sendo iniciadas”, avaliou Sari. “Agora não é mais uma perspectiva, é um fato real”, acrescentou. ”O RS está em vias de garantir um dos mais robustos sistemas de transmissão”.

Sobre as chances de os empreendedores do RS emplacarem projetos no leilão, Sari admite seu ceticismo. “Entendo que a participação no leilão é muito mais institucional para mostrar o nível de comprometimento dos projetos”, assinala. “O Sul vai continuar dirigindo a sua força para o mercado livre”.

Para Sari, o mercado regulado vem perdendo força considerável quando comparado com o mercado livre. Este sim vem crescendo e muito nas contratações de energia pelo diferencial de preço. Os PPAs de mercado livre no submercado da Região Sul são valorizados e isso deve mostrar uma orientação em nossos investimentos – principalmente no tocante as eólicas, acrescenta.

Assim que a definição for real, a expectativa é de bons ventos para o RS, continua Sari, que prevê o anúncio, ainda neste ano, do primeiro contrato das eólicas do Sul com o mercado livre.

“A grande questão, contudo, ainda é a financiabilidade dos projetos que, no mercado regulado, tem maior aceite por parte das instituições financeiras – sendo o BNDES ainda como principal agente financiador”.

Sobre o fato de os agentes financeiros internacionais incluírem o risco climático e políticas verdes na decisão de investimentos contrastando com a imagem do Brasil, devido às declarações polêmicas do governo Bolsonaro, Sari  concorda que isso já é uma realidade. Entretanto, destaca que hoje 80% da energia no país é renovável e isso deve ser mostrado ao mundo, cuja média fica bem abaixo da do Brasil. “O país precisa de marketing sobre o avanço das renováveis, o que ainda é desconhecido pela mídia internacional. Ao lado disso, é necessário mostrar uma política firme em relação ao “desmatamento da Amazônia”.

 

 

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