Brasil é o segundo país do mundo em atratividade na área de energia renovável

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 O Brasil ocupa o segundo lugar em atratividade para investimentos na área de energias renováveis, atrás apenas da China, segundo o estudo Climatescope, coordenado pelo Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a Bloomberg New Energy Finance. O documento analisa a atividade no setor de energias renováveis de 2014, de 55 países em desenvolvimento e inclui um ranking por atratividade de investimentos.
Nesta edição, as dez primeiras posições foram ocupadas por China, Brasil, Chile, África do Sul, Índia, Quênia, México, Uruguai, Uganda e Nepal. As nações em desenvolvimento eclipsaram os países mais ricos do mundo em 2014, atraindo investimentos em energia mais limpa e construção de mais energia eólica, solar, e outra geração de energia renovável do que nunca, de acordo com uma avaliação global, diz o estudo.
Assim como no ano passado, a atratividade de investimento dos países seguiu critérios financeiros, do mercado de carbono, quadro regulatório, e desenvolvimento da cadeia produtiva para composição do ranking.
Brasil é líder absoluto na AL
Ainda segundo o relatório, o investimento em energias renováveis na América Latina e no Caribe aumentou de US$ 15,4 bilhões, em 2013, para US$ 23 bilhões em 2014, o que representou um aumento de quase 50% em um ano, com destaque para o volume de investimentos realizados no Brasil, Chile, México e Uruguai.
O Brasil foi líder absoluto dos investimentos nesta região com US$ 14 bilhões, ou seja, mais da metade dos recursos investidos, seguido por Chile e México, com US$ 2 bilhões cada um. Apesar de as fontes renováveis complementares serem o objeto de análise do relatório, a posição alcançada pelo Brasil deveu-se especialmente à fonte eólica, que atualmente participa com 8,1 GW de potência instalada que representa 6% da matriz elétrica brasileira.
“Investir em energia eólica é cada vez mais promissor”, diz a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum.Além de o Brasil ser um dos mercados mais competitivos do mundo, possuímos os melhores ventos que, aliados a um forte avanço tecnológico, resultam em grande eficiência na geração”, completa.

Principais conclusões do estudo:
• Pela primeira vez na história, mais da metade de todos os novos investimentos anuais em projetos de geração de energia de energia limpa globalmente foi direcionado para projetos em mercados emergentes, no lugar dos países mais ricos.
• Os investimentos em energias renováveis ​​aumentaram em 2014 nos 55 países Climatescope.
• Os resultados foram substancialmente reforçados pelo notável crescimento na China, que acrescentou 35 GW de nova capacidade de geração de energia renovável tudo por conta própria – mais do que os EUA, Reino Unido e França em conjunto.
• Enquanto isso, “Sul-Sul” (fundos de investimento em nações Climatescope de bancos ou outras instituições financeiras, com base nesses países) avançaram para US $ 79 bilhões em 2014, contra US $ 53 bilhões do ano anterior.
• Os declínios contínuos nos custos de energia limpa parece ser o motor do crescimento. Os custos associados à energia solar fotovoltaica assinalaram queda de 15% ano-a-ano globalmente. A energia solar é particularmente competitiva nos mercados que muitas vezes sofrem com os preços muito elevados de energia de geração fóssil.
• Um total de 50,4 GW de nova capacidade de energia limpa foi agregado em países Climatescope, marcando um pequeno aumento de 21% em relação ao ano anterior.
• Em termos percentuais, a capacidade de energia limpa está crescendo duas vezes mais rápido nas nações Climatescope em comparação com os da OCDE.

 

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