CCR Via Sul completa cinco anos de concessão da Freeway e não descarta implantação do free flow mesmo sem a exigência em seu contrato

Entre os dias 22 de dezembro de 2023 e 2 de janeiro de 2024 passaram pelas rodovias da CCR ViaSul mais de 3 milhões de veículos

Ao completar cinco anos de concessão da Freeway, a CCR Via Sul ainda enfrenta longas filas em seus pórticos de pedágio na época das férias, no verão, e em datas comemorativas.  Apesar do esforço da concessionária em minimizar o tempo gasto pelos usuários para a quitação da tarifa, nesses dias, não raro, os congestionamentos ultrapassam quilômetros de extensão.

Além de novas equipes para os períodos específicos, a concessionária vem reforçando aos motoristas sobre a utilização dos tags de cobrança automática, um equipamento eletrônico que permite o pagamento de forma automática.  Todavia, até o momento, essa alternativa apenas minimizou o entrave.

Segundo dados da empresa que incluem todos os 478 km de administração da concessionária no RS – a empresa não divulga dados específicos relativos à Freeway –, em dezembro de 2023   62,8% dos  pagamentos foram por meios eletrônicos, dos quais 45,3% por  tags, contra 48,9% , dos quais 39,7% tags de igual período do ano anterior.

Segundo balanço da concessionária, entre os dias 22 de dezembro de 2023 e 2 de janeiro de 2024 passaram pelas rodovias sob sua administração o recorde de mais de 3 milhões de motoristas . O destaque foi a Freeway que registrou um movimento de 919 mil carros, dos quais mais da metade, 526 mil, subiram ao litoral e outros 392 mil seguiram a Porto Alegre.

CCR Via Sul avalia os cenários

Pioneira na implantação do fluxo livre no país, o chamado free flow, na CCR RioSP, BR-101,  a concessionária não está submetida em contrato a implantar esse sistema ne Freeway, mas trata-se de uma alternativa cada vez mais provável que pode avançar, dependendo do aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

“ De fato, o free flow não está previsto em nosso contrato. Porém, o Grupo CCR é uma empresa que está constantemente inovando e, por isso, segue avaliando os cenários e em conversas constantes com a Agência Reguladora (ANTT)”, informou o gerente de Operações da CCR ViaSul, Paulo Linck, em e-mail à MODAL.

Paulo Linck, gerente dee Operações da CCR ViaSul

 

 

Mais segurança

Se a questão do longo tempo dos usuários nas filas do pedágio é um assunto ainda a resolver, a segurança da rodovia aumentou consideravelmente nesses últimos anos. Além da sinalização e dispositivos de segurança como defensas metálicas (guardrails),a CCR ViaSul implantou um equipamento inovador na Freeway  conhecido como barreiras  de cabos metálicos. O dispositivo, inédito no estado e um dos primeiros no Brasil, atua da mesma maneira que as tradicionais defensas metálicas (guard rails), com a diferença de que possui maior absorção da cinética por meio de um conjunto de cabos tensionados, posicionados em postes com espaçadores verticais, que já provaram ser altamente eficazes na redução da gravidade dos acidentes.

O dispositivo de contenção por cabos flexíveis, segundo a CCR ViaSul,  é um sistema concebido para atender os mais rigorosos padrões de ensaio de impacto e de certificação internacional, com o objetivo de conter veículos errantes, impedindo as colisões com obstáculos fixos às margens da rodovia, bem como o cruzamento de veículos entre pistas e suas consequências danosas. Apesar de relativamente novo no Brasil, é um tipo de sistema utilizado amplamente em países como Estados Unidos, Canadá, México, Austrália, Emirados Árabes, Bélgica, Irlanda, Dinamarca, Noruega e Índia.

Barreira de cabos metálicos

 

“A dispersão do impacto é maior devido à dinâmica do dispositivo que tem alta absorção de energia cinética. Além disso, há a redução da quantidade de matéria-prima necessária para a produção do dispositivo, quando comparado às tradicionais defensas metálicas, em cerca de 30%”, informa a concessionária.

Investimentos

Além do atendimento ao longo dos 473 quilômetros, a concessionária acompanha integralmente as rodovias sob concessão por meio de 1,1 mil câmeras de CFTV. Um dos dados mais importantes em termos de segurança, em comparação ao período do último ano, houve redução de 2,5% no índice acidentes e redução de 55% no índice de óbitos na Freeway.

Do início da concessão até agora foram mais de 300 mil atendimentos em todas as rodovias sob concessão. Deste total, aproximadamente  45% de atendimentos a seus usuários,  40% de socorro mecânico e 5%  de atendimentos médicos.  Nesse período, houve apenas um parto realizado pelas equipes, em 2020, na BR-386.

A maior concessão de rodovias do Rio Grande do Sul completou cinco anos de operação com investimentos de R$ 2 bilhões, de um total de R$ 8,6 bilhões previsto no período de 30 anos.

Em 2022 foram cerca de R$ 455 milhões enquanto que em 2023 esse total foi de quase R$ 530 milhões, incluindo os serviços de pavimentação, implantação e recuperação de sinalização e de dispositivos de segurança, construção e adequação de nove pontes, viadutos, passarelas e trevos, além das obras de ampliação de capacidade. A partir de 2031, estão previstas as obras de implantação da 4ª faixa na Freeway, entre Gravataí e Osório.

Exatamente em 15 de fevereiro de 2019, com a cobrança do pedágio na Freeway, a CCR Via Sul  assumiu de forma oficial a concessão da Rodovia de Integração Sul (RIS) que inclui, além da BR-290, do entroncamento com a BR-101, em Osório, até a Ponte Móvel do Rio Guaíba, em Porto Alegre, as rodovias BR-101/RS; BR-386/RS e BR-448/RS.

 

 

 

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