CEEE-D acredita no comprometimento do pessoal para renovar concessão

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Ameaçada de perder a concessão da distribuição de energia em sua  área de atuação que abrange 72 municípios, correspondente a 26% do território do Rio Grande do Sul, a CEEE-D mobilizou o corpo de seus funcionários para evitar o pior.
A imagem preferida para reproduzir a nova mentalidade da companhia é a de um barco de regata formado por oito remadores e um timoneiro. “Não dá para remar só de um lado, é preciso que todos remem na mesma direção”, disse o diretor de distribuição da CEEE-D, Júlio Elói Hofer, em apresentação no Grupo Temático de Energia  (GTE) do Conselho de Infraestrutura   (Coinfra), da Federação da Indústria do Estado do Rio Grande Sul (Fiergs).
O primeiro dado percebido pela nova direção é de que a CEEE, como estatal, operava com estruturas independentes, o que a levou  a adotar uma gestão por processos a fim de evitar a desassociação. “O que estamos inserindo é uma mudança no modelo de gestão, de um trabalho por atividade, onde cada área avalia sua parte e passa para a área seguinte, e assim sucessivamente, para uma gestão por processos, em que um responsável responde por aquela atividade”, acrescentou Hofer.
Para o dirigente, a evolução da CEEE-D  “vai depender do envolvimento do corpo profissional, do pertencimento de cada colaborador. E posso dizer, com mais de 20 anos de experiência, que  o corpo técnico da CEEE é altamente qualificado.”     Olhar a necessidade do cliente, seja na expansão, no fornecimento pontual ou em uma ação especifica,  e não somente nos prazos regulatórios, é outra das mudanças introduzidas pela nova direção, explicou Hofer.
Tecnologia  
A busca de melhor desempenho, por meio da divisão de recursos  e investimentos em tecnologia foram outras ações destacadas pelo executivo.  “A CEEE opera há 75 anos e possui um histórico de excelência técnica. Há 15 anos, junto com a Copel, Cemig e Eletropaulo, éramos  os grandes definidores de tecnologia nacional na área energética. Nos últimos anos, entretanto, por falta de investimentos, a CEEE parou no tempo, o que, agora, estamos recuperando”, contou Hofer.
Nessa linha, a companhia pretende introduzir novas tecnologias, entre essas as de capacidade intrínseca para reparar danos em equipamentos que sofrem cortes.  “São ações que fazem diferença no tempo de atendimento. Em vez de enviarmos uma turma para o local de atendimento, esse pode ser feito  por telecomandos”, explicou.
  Poda
Outra iniciativa pontual, definida pelo diretor é a poda de árvores. “Quando assumimos a diretoria de Distribuição, tínhamos a ação de vegetal na rede como primeira causa de interrupção de energia. Com o trabalho de poda de árvores, pretendemos reduzir a incidência desse fator”, assinala. “Isso mostra a importância da gestão por indicadores na melhoria dos serviços da empresa e otimização dos recursos a serem investidos.”
Colocada em 33º lugar no ranking de 2014 das 36 distribuidoras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a CEEE-D, nos primeiros oito meses do ano, já se iguala às distribuidoras AES Sul (24º) e RGE (25º), em indicadores técnicos. Entretanto, segundo Hofer, precisa avançar muito mais. “ A situação ainda não está boa, mas com o novo modelo de gestão já se notam alguns resultados.”   A CEEE-D encerrou o exercício de 2014, com um prejuízo de R$ 445,3 milhões, o que representou uma evolução negativa de 95% sobre o ano anterior. A receita operacional líquida alcançou R$ 2,86 bilhões, com um crescimento de 26% sobre 2013.

 

 

 

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