Certel planeja investir R$ 45 milhões em centrais hidrelétricas e outros R$ 15,7 milhões em infraestrutura de transmissão

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PCH Cazuza Ferreira

Certel, a maior e a mais antiga cooperativa de eletrificação do país, criada em 19 de fevereiro de 1956, vai investir um total de R$ 60,7 milhões, dos quais R$ 45 milhões em usina de geração de energia e o restante em suas redes elétricas.

Em 2020, as comemorações dos 64 anos de fundação tiveram uma motivação especial com o lançamento do projeto da PCH Vale do Leite, de 6,4 MW, que será construída no rio Forqueta, entre os municípios de Pouso Novo e Coqueiro Baixo. O início das obras está previsto para 3 de agosto próximo e a conclusão em 22 de janeiro de 2022.

No mesmo dia, foram assinados os contratos de financiamento do empreendimento, orçado em R$ 45 milhões, com a Sicredi, de Teutônia; Integração RS/MG, de Lajeado; e Botucaraí, de Soledade. O encontro foi considerado pela Certel como “um ato inédito de intercooperação”.

Além de lançar o empreendimento, a cooperativa também elaborou e forneceu às prefeituras o projeto de uma ponte interligando Pouso Novo a Coqueiro Baixo.

Mercado livre

A PCH Vale do Leite será a quinta PCH da Certel. Todavia, a terceira dedicada ao mercado livre. Hoje, além da PCH Rastro de Auto, de 7,02 MW, em operação desde julho de 2013, localizada em São José do Herval (RS), a cooperativa também opera, no mesmo segmento, com a PCH Cazuza Ferreira, de 9,1 MW, em São Francisco de Paula – em atividade desde 2016. Com uma participação de 57%, a cooperativa tem como sócios nessa PCH: a Coprel, de Ibirubá, com 38%, e a Geopar Participações, de Porto Alegre, com os demais 5%.

Além dessas usinas, a Certel opera com a PCH Salto Forqueta, de 6,1 MW, localizada em Putinga, em operação desde dezembro de 2002; e CGH Boa Vista, de 0,7 MW, instalada em Estrela, em operação desde outubro de 2005, que geram parte da energia que abastece os associados. Essas usinas e mais quatro subestações são conectadas a mais de 104 quilômetros de linhas de transmissão, na tensão de 69 kV.

Construída com base em um ambicioso plano de recuperação ambiental, que inclui a abertura do local para visitação turística, a exemplo das demais usinas da Certel, o obra da PCH Cazuza Ferreira manteve as quedas d’água a fim de conservar a beleza das cachoeiras, assim como outros recursos naturais, como um meio de estimular a educação ambiental e a integração com as comunidades.

Apenas em 2019, a cooperativa evitou o lançamento de mais de 20 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera, segundo dados computados em seu relatório anual.
Como será a Certel em 10 anos

Em entrevista a MODAL, o presidente da Certel, Erineo José Henneman disse que a cooperativa deverá alcançar nos próximos dez anos em torno de 100 mil associados, elevando para seis o número de subestações (hoje, são quatro)  e das atuais quatro para nove centrais hidrelétricas.

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Erineo José Henneman

“Vamos ter uma participação mais arrojada e consolidada junto aos nossos associados. A tecnologia, que já move os negócios, está sendo implementada e absorvida. A força que nos une será cada vez mais essencial para que possamos nos tornar perenes”.

Nos últimos anos, a cooperativa investiu cerca de R$ 273 milhões em sua infraestrutura energética. Ao total, em 2019, foram distribuídos 414 GWh a um custo 30% inferior se comparado com outras distribuidoras, beneficiando mais de 70 mil famílias associadas em 48 municípios, dos quais 17 são sedes municipal.

Em 2019 foram comercializados pela Certel no mercado livre  93.102.655 kWh de energia elétrica produzida pelas pequenas centrais hidrelétricas Rastro de Auto e Cazuza Ferreira.

 

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