CGH Santa Paulina aguarda LO para iniciar operação comercial

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CGH Santa Paulina

A Mafras Energia e a Hydromill Participações, ambas de Rio do Sul (SC), iniciaram em setembro a operação em testes das duas unidades geradoras da CGH Santa Paulina, de 3,3 MW, localizada no rio Alto Braço, em Leoberto Leal (SC). Os empreendedores aguardam a LO para iniciar a operação comercial que será destinada ao mercado livre de energia.

O projeto começou a ser estudado em 2009, por meio da elaboração do inventário do potencial remanescente do rio Alto Braço. Todavia, com a alteração da potência das CGHs para 5 MW os aproveitamentos existentes foram reclassificados.

As obras iniciaram em novembro de 2019, com foco na alta eficiência de seus equipamentos e sistemas, junto com a redução dos custos de operação e manutenção, em linha com os padrões das demais usinas do grupo Mafras. Do total do investimento, estimado em R$ 20 milhões, cerca de R$ 15 milhões foram financiados junto ao BRDE-SC.
Unidades geradoras

A CGH conta com duas unidades geradoras que foram dimensionadas para operar com alta eficiência em cargas parciais, maximizando o aproveitamento energético em períodos de baixas vazões. A solução de engenharia apresentada pela HydroWheel, fabricante das turbinas, considera a aplicação de um projeto hidráulico de ultima tecnologia, associado à utilização de materiais nobres. Isso garante melhor rendimento, menor indisponibilidade e baixo custo de manutenção, informou Werner Faller, diretor da Mafras Energia.

A construção da usina e a gestão de implantação ficaram a cargo da Alto Braço Energia, de Leoberto Leal , que optou por um modelo  capaz de reduzir os custos das obras. O maior desafio foi a construção do túnel, com cerca de 730 metros de comprimento, que requereu cuidados especiais em sua execução, especialmente na região próxima à casa de força, em que ocorre um trecho integralmente revestido, explicou o engenheiro André Faller

Ponto crítico
 Já o ponto mais crítico do projeto, segundo ele, foi a conexão, uma vez que a área da Linha de Transmissão atravessa um número muito grande de pequenas propriedades rurais, e isso demandou um grande esforço para negociação e liberação da faixa de servidão de passagem. “Seria necessária a criação de um mecanismo para permitir a desapropriação da servidão de linhas de transmissão para CGH. Do contrário, muitos projetos  podem acabar não saindo do papel”, sustenta Faller.

Empregos

Além de gerar 80 empregos diretos durante a fase de construção da obra, o empreendimento contou com todos os seus equipamentos e serviços fornecidos por empresas catarinenses, cuja cadeia produtiva é privilegiada em nível nacional, destaca Werner Faller. “Esse é um dado importante, mas depende do tempo de emissão de licenças ambientais que pode pôr em risco  os empregos  gerados pelos projetos de energia”, sustentou.

CGH Figueira do Tigre

Ainda em julho passado, a Alto Braço Energia iniciou  a obra da CGH Figueira do Tigre, de 2,2 MW, localizada no mesmo rio e, na sequência, deve continuar investindo em outras centrais hidrelétricas no estado de Santa Catarina.

Cenários

Sobre os cenários do setor, Faller diz que o crescente preço dos principais insumos para construção de usinas hidrelétricas e a lentidão nos processos de licenciamento preocupam o grupo e podem inviabilizar novos empreendimentos. “Temos um planejamento de longo prazo. Todavia, a conjuntura atual é muito desafiadora e isso implica muita criatividade e uma gestão eficiente para viabilizar os novos projetos”.

Com cinco usinas em operações, correspondente a uma potência de 13,3 MW, a Mafrás, além das obras da CGH Figueira do Tigre está em fase de projeto das CGHs: Garcia de Angelina, em Angelina; Chapada Bonita e Cachoeira do Arvoredo, em São Joaquim;  Gunther Faller, em Lontras; e Portões, em Anita Garibaldi, além da PCH  A.M. Dias, em Lages; todas em SC.

 

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