Cogecom se aproxima de 300 MW de potência instalada e avança para o mercado do consumidor residencial

Sede da Cogecom

A  Cogecom, cooperativa de energia compartilhada, de Curitiba (PR), vem recebendo mais de uma dezena de consultas, a cada dia, de geradores interessados em fechar contratos de fornecimento de energia, na tentativa de manter os direitos vigentes no atual modelo de subsídio do fio. Para assegurar esse direito, é preciso entrar com o pedido de conexão até o dia 7 de janeiro de 2023. Em caso contrário será cobrada a parcela de Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição — Fio B (TUSD — Fio B) estabelecida pela nova Lei 14.300.

“Todo o dia é assim”, diz Roberto Corrêa, presidente da Cogecom. “Boa parte dessas consultas é de geradores que desejam evoluir nas tratativas para fechar contratos, enquanto os demais estão em busca de informações sobre os trâmites de pedidos de conexão”.

Roberto Corrêa

Estrutura

Para atender a demanda, a Cogecom criou uma estrutura com cerca de 30 pessoas para geradores desde usinas de 75kW até 5 MW, limite da GD. Em cada uma das sete concessionárias em que atua a cooperativa também organizou uma cadeia de prestadores de serviços de conexão. “Quando se fala em um contrato de compra de energia, a primeira coisa que surge é o medo de não poder gerar”, conta Corrêa. “No caso das CGHs, existem várias etapas, desde o fundiário, o ambiental, o financiamento, e isso causa apreensão. Daí, o fornecedor pergunta: se eu não gerar, vou pagar multa?”

Modelo de contrato 

Mesmo para esses casos, a Cogecom montou um modelo de contrato em que passa a vigorar após o início da operação comercial da usina. “Isso permite ao gerador fazer o pedido de conexão por 25 anos já em nome da cooperativa, e se nada der certo ele não perde nada”, avisa o empresário.
“A CGH é um empreendimento lento. Apenas para o licenciamento são mais de cinco anos. É preciso trabalhar com incertezas e em longo prazo. Portanto, o gerador precisa tomar a decisão agora que garante uma condição de mercado. Afinal, o impacto acumulado de dez anos supera a 50% de taxa de retorno, é muita coisa”.

Potência instalada

Atualmente, a cooperativa possui mais de 265 MW de potência instalada, com mais de 50 fornecedores de energia. Apenas no  primeiro semestre de 2022 foram gerados mais de 200.000 MW de energia . A maior representatividade está na hidráulica, que representa 70% do portfólio, seguido de 20% de solar, com o restante de térmicas à biomassa e de usinas de biogás.  Até o final do ano, Corrêa estima uma previsão de crescimento superior a 400% em relação a 2021, terminando 2022 próximo a 300 MW de potência instalada.

Para 2023, o empresário estima um crescimento de 200% em relação ao ano de 2022, com um acréscimo de mais de 300 MW de potência, atendendo as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O crescimento deverá ser norteado principalmente através de energia solar, seguido da matriz hidrelétrica (CGH’s) como segunda maior fonte de geração.
Hoje a cooperativa atende mais de 12 mil unidades consumidoras, devendo superar a 15 mil até o final do ano em sete estados – PR, SC, RS, MT, MS, GO e MG-, e já adentrando em SP, com previsão de atuar em mais cinco 12 estados da Federação.
“Mantemos foco no setor de comércio e serviços, mas nosso segundo passo é chegar  à pessoa física e contribuir para ajudar o consumidor a reduzir seus custos com a energia elétrica”.

 

 

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