Coprel, em plena onda de reajustes na tarifa de energia, tem uma redução média de 3,08%

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Embora o mercado sinalize o aumento dos custos de energia no país, o que deve se agravar com a escassez hídrica, as cooperativas de eletrificação rural estão fechando novos negócios na busca de tarifas mais em conta para seus privilegiados cooperantes.

Um exemplo é o da Coprel, de Ibirubá (RS), a única que teve homologada pela Agência Estadual de Energia Elétrica (Aneel) uma redução de 8% em sua tarifa da classe residencial urbana, a partir do dia 30 deste mês, entre as 15 permissionárias dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Já os cooperantes do Grupo B, que em sua maioria são pequenos comércios, residências e propriedades rurais, terão uma redução média de 3,08%.

O anúncio foi feito em reunião realizada pela Agência nesta terça-feira, dia 27 de julho, na qual foi divulgada a revisão tarifária periódica da Coprel, Certaja, Cooperluz e Cermissões. Para as demais foi calculado o Reajuste Tarifário Anual. A principal diferença entre os dois processos é que na revisão é alterada a estrutura tarifária da permissionária.

Considerando os últimos dois processos de reajuste, as tarifas da Coprel totalizam uma redução média de 5,14% para os cooperantes do Grupo A e 10,98% para o Grupo B. Os cooperantes da classe rural tiveram uma redução de 7,21% nesse período, mesmo com a perda dos descontos tarifários que possuíam por lei. Já os cooperantes residenciais urbanos tiveram 20,84% de redução nestes dois anos.

O reajuste anual das tarifas de energia das cooperativas e concessionárias de todo o Brasil é definido pela agência, considerando, entre outros fatores, o preço da energia comprada, os custos dos encargos setoriais, as tarifas de transmissão e o mercado atendido pela cooperativa.

De acordo com o presidente da Coprel, Jânio Vital Stefanello, a redução das tarifas da cooperativa é resultado de planejamento e organização. Ele lembra que a Coprel Cooperativa de Energia concretizou um feito histórico no dia 15 de outubro de 2019, tornando-se a primeira cooperativa permissionária do Brasil a comprar energia elétrica por meio de um processo de leilão público, a fim de reduzir a tarifa de energia para 55 mil famílias de cooperantes da sua área de atuação. O contrato que se iniciou em janeiro de 2021 vai até dezembro de 2035.

“Nossa projeção é reduzir, em média, 20% o valor da tarifa de energia nos próximos anos. Esse é o foco da Coprel: pensar no futuro de seus cooperantes, principalmente, no crescimento das atividades industriais, comerciais e rurais”, afirma Stefanello.

Jânio
Jânio Stefanello
Aves, leite, suinocultura, agroindústria, grandes industrias integradoras são algumas das atividades em desenvolvimento na área de atuação da Coprel. E apesar da pandemia da covid-19, a economia da região não desandou.  “Mesmo com a saída de pequenas agriculturas, quem  ficou está ampliando suas atividades”, sustenta Stefanello que justifica o esforço da cooperativa “em propiciar uma vida melhor e aumentar a renda do produtor para que ele possa alavancar as suas atividades”.

Somente neste ano, a Coprel planeja investir R$ 121 milhões, dos quais R$ 50,8 milhões em linhas de distribuição e subestações por meio da Coprel Energia, enquanto a Coprel Geração  deverá aplicar o restante em projetos de geração que somam 151 MW, de forma isolada e por meio de parcerias com investidores privados e outras cooperativas.

“É nos momentos de maior dificuldade que percebemos o valor da cooperação”, diz Stefanello repetindo o refrão que a cooperativa veicula nas ligações telefônicas.

 

 

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