CPFL Energia vence leilão de privatização da CEEE-Transmissão, do Rio Grande do Sul, com lance de R$ 2.67 bilhões

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Gustavo Estrella , CEO da CPFL

A CPFL Energia foi a vencedora do leilão de privatização do controle acionário da Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T), com um lance de R$ 2.67 bilhões e a concessão será até 2042. O evento aconteceu na sede da B3, em São Paulo, nesta sexta-feira, 16 de julho.

Com a aquisição do controle acionário da CEEE-T – que atende o Rio Grande do Sul, a CPFL Energia passa a controlar pouco mais de 6 mil quilômetros e mais 77 subestações, que somam potência instalada própria de 10,5 mil MVA. A aquisição confirma o fortalecimento da empresa – uma das maiores do setor elétrico – também no segmento de Transmissão.

“A compra da CEEE-T está em linha com a estratégia de consolidação e crescimento no Brasil, capturando ganhos a partir do nosso modelo de eficiência operacional, forte gestão financeira e foco em investimentos, para gerar valor para nossos acionistas, consumidores, colaboradores e comunidades do entorno. Nossa vasta experiência e solidez financeira nos permitiram fazer uma oferta competitiva”, afirma o presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella.

A conquista no leilão também reforça a presença da CPFL Energia na região Sul. O Grupo é responsável pela distribuição de energia em 77% do território do Rio Grande do Sul por meio da RGE. No segmento de Geração, tem participação nas usinas hidrelétricas Foz do Chapecó, Enercan (Campos Novos), Barra Grande e Ceran (Cia. Energética Rio das Antas), além de operar pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e parques eólicos.

A compra da transmissora marca mais uma aquisição da CPFL na região Sul nos últimos anos. Em 2018, por exemplo, o Grupo venceu a disputa pelos lotes 5 e 11 do quarto leilão de transmissão, que compreendem novas subestações e linhas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os dois lotes têm investimentos estimados pela Aneel de R$ 715 milhões e foram os primeiros projetos de transmissão do Grupo nos dois estados.

A conclusão da aquisição ainda depende da análise dos documentos pela Comissão de Licitação e das aprovações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Se todo o processo correr dentro dos prazos previstos pelo edital do leilão, a consumação da transferência total do controle da transmissora deve acontecer a partir de  de outubro de 2021.

 

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