DGE avança 30% em 2019 e entra novo ano com perspectivas de emplacar, em leilão, seu primeiro projeto para o Nordeste

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Guilherme Sari, diretor comercial da DGE Soluções Renováveis

Fundada em 2007, a DGE Soluções Renováveis, de Porto Alegre, foi uma das empresas que acompanhou de perto o “boom” de crescimento das eólicas no Brasil. “Era um momento em que a energia eólica começava a engatinhar. Havia interesse em renováveis e, até mesmo, um olhar para as hídricas. Mas com o novo cenário de oportunidades resolvemos arriscar e podemos dizer que fizemos a coisa certa, na hora certa”, afirmou à MODAL Guilherme Sari, diretor comercial da DGE.

Hoje, a empresa possui  um significativo histórico que inclui quatro projetos e mais de 500 MW comercializados de energia eólica no RS.Com um portfólio de aproximadamente 6 GW de projetos de energia renovável, em diferentes fases de desenvolvimento, a DGE  deverá encerrar o ano com um incremento de 30% em sua receitas em comparação ao ano passado.

Desenvolvedora de projetos de energia eólica e solar para o mercado regulado e mercado livre, a empresa obtém suas receitas na prestação de serviços para estruturação e desenvolvimento de projetos e da venda de ativos. Esses ativos, em diferentes condições de pagamentos, requerem um planejamento financeiro e estratégico de alto nível para garantir a saúde financeira da empresa, explica  Sari.

“De 2017 a 2019 tivemos um crescimento de 40% de novos negócios que influíram de forma positiva o exercício de 2019. “E isso se deve, em parte, ao planejamento de  projetos na região Nordeste que garantiram a viabilidade de novos negócios e ativos importantes em nosso portfólio”, acrescenta Sari.

Projeto para o mercado regulado vai a Leilão em 2020

Foi devido às dificuldades de conexão do RS, em razão do impasse relativo à instalação de linhas de transmissão, que a DGE decidiu, em 2016, instalar uma representação em Natal, que lida com toda a parte fundiária e gestão ambiental de cada projeto.

Com um total de seis colaboradores, o escritório trabalha em linha com o de Porto Alegre, cerne da engenharia da empresa. “No Nordeste, além do Rio Grande do Norte, temos projetos eólicos em desenvolvimento em Alagoas, Ceará e Piauí e um empreendimento de geração em energia solar fotovoltaica, com potência estimada de 200 MW no sul do Piauí, em desenvolvimento”, pontua Sari.

Em 2020 a empresa espera comemorar o seu primeiro projeto no Nordeste voltado para o mercado regulado, em leilão previsto para 28 de maio e início de suprimento em 1º de janeiro de 2024, tendo como cliente a portuguesa  EDP Renováveis.

Trata-se de um empreendimento localizado no município de Touros (RN) cujo projeto iniciou-se ainda em 2017 e foi cadastrado para o leilão de outubro do ano passado com uma potência instalada de pouco mais de 90 MW. Para o leilão de 2020 serão acrescidos mais 132 MW, em um total estimado de aproximadamente 300 MW de potência instalada. “Estamos bem otimistas sobre as perspectivas desse empreendimento pela maturidade e consistência de projeto”, diz Sari.

No RS, empresa desenvolve nove projetos

Com foco no mercado livre, no RS, a DGE está desenvolvendo nove projetos, dois dos quais estão previstos para ir a leilão em 2021 localizados em D. Pedrito, de 242 MW, e em Bagé, de 220 MW. Em fase final de estruturação, estão os parques da região de Santana do Livramento, um de aproximadamente 300 MW e outro de 200 MW, o parque eólico Chicolomã, de Osório, de 90MW, projeto este vendido para a Lagoa dos Barros Energética, em 2016. Os projetos localizados em Lavras do Sul, de 120MW; em Candiota, de 400MW; em Pinheiro Machado, de aproximadamente 500MW; e outro na fronteira oeste de aproximadamente 400MW ainda estão em fase de desenvolvimento.

Especializada na estruturação de projetos, desde estudos de viabilidade, acompanhamento das medições de vento e energia fotovoltaica, projeto básico, avaliação fundiária e ambiental até a contratação da área e potência estimada, a DGE também vem atuando fortemente na prospecção de projetos próprios para  a busca de novos investidores do mercado. “Estamos nos relacionando muito bem com os principais players do setor de energia e são estes que buscamos para trabalhar nossos novos empreendimentos”, informa Sari. “Um dado importante é que a DGE já conta com importantes parceiros em alguns de seus projetos”.

Otimista com as perspectivas de expansão da energia eólica no RS cuja capacidade instalada de 1,8 GW vem se mantendo no mesmo patamar desde 2014, Sari avalia as regiões da Fronteira Oeste, Campanha, Litoral Sul e Médio como as de maior potencial de investimentos devido às novas linhas de transmissão que estão sendo instaladas. “A região da Campanha, por exemplo, conta com inúmeros projetos que ficaram na gaveta e que agora devem deslanchar.  O Litoral, como um todo, e a Fronteira Oeste, entretanto, também serão favorecidas com as novas estruturas e isso deve dar início a um novo ciclo de investimentos em energia eólica no estado”.

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