ePowerBay prevê continuidade de expansão de geração solar com aceleração reduzida

Fernando Witzel (E) e André Felber

O setor de geração solar continuará a sua expansão no segundo semestre do ano com aceleração reduzida, mas ainda com destaque sobre as demais fontes, avalia o engenheiro Fernando Witzel, um dos sócios da ePowerBay (SP) — plataforma online de inteligência de mercado e marketplace para o desenvolvimento e comercialização de projetos de energias renováveis.

Somente no mês de maio, de acordo com dados da ePowerBay, foram cadastrados um total de 98 novos projetos com 4.107 MW de potência, dos quais 74 projetos solares com 3.377 MW (92% do total); 22 projetos totalizando 640 MW de fonte eólica (15%) e dois DROs de fonte térmica com 90 MW de potência — nenhuma hídrica. “Acreditamos que esta tendência deverá ser manter para o segundo semestre”, acrescenta Witzel.

De acordo com Witzel, o segmento de distribuição de energia é o mais afetado do setor, com a redução do consumo e o aumento da inadimplência, o que poderá impactar em curto e médio prazo os setores de geração e transmissão. “A pandemia é uma situação mundial inédita, e ainda estamos passando pelo “olho do furacão”. Mas acredito que retornaremos gradualmente à retomada do crescimento, pois ao contrário de uma crise provocada por uma guerra, tanto a infraestrutura como a indústria não foram “bombardeadas” ; estão intactas e prontas para a retomada das atividades e o setor de serviços deverá rapidamente se adaptar ao novo cenário”.

Ao comentar a redução nos valores de comercialização, motivados principalmente pela redução da atividade econômica, o engenheiro percebe uma recuperação, juntamente com a expectativa dos mercados de retomada econômica. “Vale lembrar que nos próximos 10 anos o mercado livre de energia deverá responder por mais da metade do consumo brasileiro, composto pelo  comercial de médio e grande porte, e com a maior adesão do segmento residencial”.

A pandemia do Covid-19 não provocou nenhum grande impacto nos serviços da ePowerBay, na medida em que toda o seu core business foi projetado para funcionar 100% baseada em tecnologia de computação em nuvem e são acessados via web.

Parte de seus colaboradores já trabalhava no formato home-office baseados em outros estados e países, não dependendo da estrutura do escritório central. Com a suspensão dos leilões de energia previstos para este ano, a plataforma aumentou seus esforços na análise dos setores de mercado livre e geração distribuída de energia, ampliando seu portfólio de soluções e serviços. Com uma variedade de serviços de inteligência de mercado para o setor elétrico, a plataforma tem como carro-chefe uma base de informações de projetos de infraestrutura para o mercado de geração centralizada e distribuída.

Mais de 40 mil projetos com 300 GW de potência total, além do mapeamento de todas as subestações existentes na rede básica e de distribuição do Brasil, fazem parte da base de dados da plataforma. Faz parte de seu portfólio de clientes a italiana Enel, Votorantim Energia, CPFL Renováveis, Total Energy, Casa dos Ventos, Itaú BBA, Pátria, Siemens, Usiminas e mais de 800 empresas cadastradas no sistema marketplace.

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