ESB desenvolve 20 projetos de centrais hidrelétricas de forma simultânea, em um total de 97 MW

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CGH Sete quedas, no Arroio Jaguatirica, é uma das obras da ESB

A ESB Engenharia, de Xanxerê, do setor de estudos e projetos de engenharia na área de energia, iniciou o ano de 2022 com 20 projetos em elaboração, correspondentes a um total de 97 MW de potência a serem instaladas no estado de Santa Catarina. Ao todo, serão quatro PCHs e cinco CGHs, com investimentos da própria empresa. Além disso, deu início à revisão do inventário do rio Chapecozinho e elaboração de inventário do rio Ribeirão Monte Alegre.

Há ainda uma  previsão de início de operação de uma CGH, de 3,0 MW de potência, e também a liberação das licenças de instalação de um complexo de CGHs de 12,0 MW, ambos na modalidade de Geração Distribuída.

”Os cenários para este ano são bastante promissores”, disse a diretora da empresa Elisa Fracasso.  A empresária nota que a ESB Engenharia vem expandindo suas atividades a cada exercício e lembra que, no ano passado, a empresa teve um crescimento cinco vezes maior em comparação ao ano anterior. “Para o ano de 2022, temos uma meta ainda mais elevada, com mais investimentos em usinas próprias e novos negócios”, acrescentou.

Em 2021, a empresa iniciou a geração duas CGH`s na modalidade de GD e mais uma PCH de 18,0 MW. Obteve anda o direito de exploração de mais de 70,0 MW em projetos de PCHs e inventários, além da participação em diversas CGHs em vários estados  do país. Além disso, nas diversas frentes em que atua, a ESB Engenharia finalizou 22 projetos, entre esses as PCHs Invernadinha, Forquilha, Flor do Mato, Rio dos Índios, Santo Cristo e Guarani, e mais as CGHs Crissiumal, Cachoeirinha, Udo Ary Callfass, Porteiras, Montividiu, Espadilha e Santa Maria.

Sobre o aumento dos insumos nas obras de PCHs e CGHs, a empresária nota que  os projetos devem ter uma perda de rentabilidade, devido ao maior custo durante a construção. Isso obrigará os empreendedores a uma maior profundidade nos estudos, o que passa pela contratação de empresas qualificadas, com largo histórico no setor. “Com projetos bem elaborados e profissionais qualificados, os custos de implantação são consideravelmente reduzidos, garantindo a rentabilidade e a segurança esperada”, assegura.

Com a falta de energia renovável no Brasil e o aumento de consumo crescente,  a empresária assinala que a população deve permanecer pagando caro pelas tarifas de energia elétrica neste ano. “Apesar do aumento do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, ainda não estamos em um cenário de normalidade. Por isso, o governo e os órgãos regulamentadores devem trabalhar em conjunto para incentivar o investimento e criar benefícios e leis para que as usinas hidrelétricas continuem sendo predominantes no país, cuja participação na matriz energética vem reduzindo a cada ano”, avalia.
Nesse cenário,  Elisa Fracasso assinala que as centrais hidrelétricas e UHEs, além de reservar energia através dos reservatórios de água, produzem uma energia renovável, estável e de baixo custo para a população.

Com a perspectiva  de contratação de 2.000 MW pelos leilões de energia do governo federal, conforme deliberação da MP de privatização da Eletrobras, e também a regulamentação do segmento de  GD, muitos projetos de PCHs e CGH`s poderão ser viabilizados, trazendo um grande benefício para o país na preservação do meio ambiente e no desenvolvimento da economia, acrescenta a empresária. E completa:   “Devemos agradecer  as associações como a APESC e a ABRAPCH, que buscam incansavelmente benefícios para o setor elétrico em especial as centrais hidrelétricas”.

Fundada em 2017, a ESB teve origem na FBF Construtora, também de Xanxerê, com mais de 40 anos de atuação no mercado, da qual migraram Elisa Fracasso e seu sócio Thiago Dal Santo.

 

 

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