Exicon aproveita recuperação dos negócios no mercado interno e encerra semestre com incremento de 150% na corrente de comércio exterior

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Aço foi o item com maior volume de importação

Depois de fechar 2020 com um equilíbrio na corrente de comércio exterior, a South Service Trading, do grupo Exicon, de Porto Alegre, no primeiro semestre deste ano mudou drasticamente seu perfil devido ao crescimento do nível de atividades da economia. “Os negócios que, no ano passado, se mantiveram quase no mesmo nível, neste ano consolidaram uma proporção de 70% de importações e 30% de exportações com a  força da retomada do mercado interno”, afirmou o diretor geral da empresa, Alexandre Bücker de Souza.

A corrente de comércio e garantia dos valores exportados e importados junto com a subsidiária do grupo, a South Service Trading Ásia, somaram, no semestre, US$ 226 milhões, com um crescimento de 150%, em comparação a igual período ano passado. As importações, em forte recuperação, evoluíram 332%, enquanto as exportações e garantia dos valores exportados na ordem de 32% em reais.

De acordo com Souza, algumas áreas ficaram desabastecidas, o que desencadeou  uma retomada forte de importações, auxiliando a normalização do mercado interno. Aços em geral foi de longe o item de maior volume de importações, totalizando R$ 500,5 milhões, diante de R$ 85,9 milhões de igual período de 2020, o que representou um avanço de 482,5%.

Entre os produtos  importados do segmento, aço vergalhão e fio máquina, com R$ 303,5 milhões, foi disparado o de maior demanda, seguido por aços planos, com R$ 160,6 milhões. Entre os demais itens de importação, pneus  foi o que apresentou maior volume, seguido de motopeças, máquinas e equipamentos.

Entre os produtos mais exportados, o mel, com R$ 4,1 milhões, foi a inovação seguido por  madeiras em geral, pinus e eucalipto, com incremento de 117,4%, por calçados e móveis em geral.

Iniciadas somente a partir de abril deste ano, as exportações de mel, ao final de junho, acumularam um total de R$ 4,1 milhões, correspondente a US$ 765,5 mil.
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Exportações de mel fecharam em US$ 765,5 mil
No segundo semestre, conforme o empresário, as importações devem seguir no mesmo ritmo, embora os  sinais de estabilização de preços e quantidade nos volumes contratados, o que é resultado da indicação pelos bancos centrais de que a inflação preocupa e de que a taxa de juros deve continuar em elevação até normalização das metas estabelecidas.

Souza destaca ainda a geração de empregos como fator importante, o que deve se acentuar com o crescimento da atividade econômica. “Muitas empresas conseguiram passar muito bem pelo momento mais agudo da pandemia e agora estão aproveitando para adquirir concorrentes mais debilitadas e investir em empresas com tecnologia de comércio eletrônico”, avalia. “As  mais organizadas e com maior previsibilidade já olham para 2022 de olho em um mercado que se manteve represado devido à pandemia que tende a arrefecer”, completa.

Sobre a conjuntura interna, Souza entende que 2022 será um ano de grande polarização política, o que deve provocar uma maior volatilidade no câmbio e o adiamento de investimentos à espera de uma visão mais clara. “Mesmo com essa incerteza, o agrobusiness continuará muito bem, com preços de commodities num bom patamar. Já o interior deve continuar  a crescer assim como a construção civil que aproveitou os juros baixos para investir. São dois setores que agregam muito e com representação muito forte no PIB brasileiro”.

Sobre os cenários do próximo ano, Souza acredita que deve haver uma leve retração nas importações, com o perfil de comércio  consolidando-se  na linha de 40 % de exportação e 60% importação. “A volatilidade do câmbio afeta muito o comércio exterior e os riscos tem de ser muito bem monitorados”, avalia.

 

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