Exicon mantém fluidez de exportações e importações com suporte financeiro aos clientes

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Europa e Estados Unidos são os principais destinos dos embarques da Exicon

Com mais de 60 pequenas e médias unidades industriais de compensados de pinus, móveis e calçados como clientes, que empregam mais de 6.000 pessoas, o Grupo Exicon, de Porto Alegre, vem mantendo a fluidez das exportações e importações por meio do suporte de bancos, como o Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, Safra, ABC Brasil e Votorantim, entre outros.

“Vimos da importância de levar recursos financeiros a essas empresas que precisavam continuar a produzir, sob o risco de cancelamentos das ordens de compra internacionais”, conta Alexandre Bücker de Souza, diretor geral da Exicon.

Souza também destaca as garantias dos valores exportados e importados, o que permite dispor de relatórios diários sobre a saúde financeira dos clientes finais, para a maior tranquilidade dos negócios em situações como a atual.

Plataformas de suporte
“A pandemia está sendo um grande teste para esse modelo de financiamento e garantia de crédito a cadeias de abastecimento, o supply chain finance, visto que as plataformas de suporte às negociações proporcionam uma maior segurança e fluidez de comunicação e de pagamentos e recebimentos”.

Nos primeiros quatro meses do ano, devido aos efeitos da crise mundial, as exportações da empresa fecharam em R$ 72 milhões, com uma queda de 8 % em relação ao igual período do ano passado. “Ainda é muito difícil fazer previsões para o atual exercício. Se conseguirmos manter os mesmos  volumes, estaremos satisfeitos”, pontua Souza.

No momento, a empresa vem exportando compensado de pinus, madeiras, móveis de pinus para clientes nos USA e Europa, e móveis e utensílios para casa pelo e-commerce, assim como calçados femininos e masculinos.  Na importação, efetuou o fornecimento pontual para um hospital de Porto Alegre de 660 mil unidades de aventais, entregues em março ao cliente.

Na exportação, foi embarcada ao exterior 358 mil unidades de máscaras cirúrgicas nos meses de fevereiro e início de março, antes do início da transmissão comunitário do vírus no Brasil. Mesmo não atuando com produtos hospitalares, devido ao network da empresa, a trading South Service recebeu solicitações de diversos países para localizar fabricantes brasileiros de máscaras, luvas e aventais, entre outros produtos, para exportação, devido a uma situação emergencial que já se avolumava em países como Itália, China e Vietnã.

Esse contato foi o primeiro alerta para a empresa, que prontamente conseguiu localizar fabricantes desses produtos em algumas regiões do Brasil e exportar para os países necessitados. Mas logo em seguida, devido ao protecionismo ditado pela calamidade pública que se avizinhava, o governo acabou proibindo as exportações brasileiras, invertendo o processo na metade de março, explicou o empresário.

Comitê de crise
A South Service Trading, empresa de comércio exterior do Grupo Exicon, criou um comitê de crise, formado por três diretores, e mais os coordenadores de TI, logística e financeiro, para administração dos efeitos da pandemia em seus negócios. A depender da evolução do quadro, a volta à normalidade deverá ocorrer em etapas, com o retorno de colaboradores estratégicos e daqueles que enfrentam dificuldades de adaptação ao home office. Na sequência, serão formados dois grupos que deverão se revezar a fim de que sejam evitadas  aglomerações de pessoal.

Decretada a quarentena no dia 23 de março, a empresa passou a operar em home office com 97 % do quadro. As viagens foram suspensas e adotadas vídeo conferências, zoom e whats app e Skype  para o relacionamento com clientes.

A Exilog, localizada em Itajaí,  armazém logístico do grupo, foi a primeira empresa a entrar em quarentena por estar situada em Santa Catarina, vindo em seguida a Codime Distribuidora de produtos. “Felizmente, devido ao bom senso do governo estadual, assim como do governo municipal, em 48 horas as empresas voltaram ao normal por se tratar de atividade essencial, já que o comércio exterior lida com navios, portos e afins  que não esperam. O trabalho precisa continuar. Alimentos chegando, indo, produtos hospitalares, entre vários outros”, explicou Souza.

Plano de contingência
Quando a quarentena chegou a Porto Alegre, o grupo já havia elaborado um plano de contingência e estava em marcha para trabalhar de forma remota, com todos os seus colaboradores. “Coube ao diretor de operações, Gustavo Bücker de Souza, juntamente com coordenador da área de TI, Fábio Schmitt, realizar um trabalho muito rápido e eficaz, pois toda empresa estava apta para trabalhar de casa uma semana antes do início da quarentena obrigatória”.

Mesmo considerada atividade essencial, como trading company, e estar apta a trabalhar em Santa Catarina e Porto Alegre, a empresa prefere seguir o decreto da prefeitura local sem questionar e continuar com as operações de forma remota. “Esperamos que no segundo semestre, a economia mundial possa iniciar a recuperação de forma mais estável e menos vulnerável e suscetível à pandemia. Nossa empresa vem comprovando que seu propósito de valor tem aderência e se mostra resiliente em oferecer soluções customizadas de comércio exterior e doméstico para as empresas”.

 

 

 

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