Expansão do mercado livre vai reduzir custo de energia na indústria de médio porte em até 20%, diz Edilson Deitos

Edilson Deitos, coordenador do GTE do Coinfra, da Fiergs

A expansão do mercado livre de energia elétrica do país deverá possibilitar a redução do custo de energia das indústrias de médio porte entre 15% e 20%, o que contribuir para o aumento da produtividade, afirmou a MODAL o coordenador do Grupo Temático de Energia (GTE), Edilson Deitos, do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Em discussão desde o ano passado, o projeto de lei de autoria do ex-ministro de Ministério de Minas Energia (MME), Fernando Coelho, propõe uma redução gradual dos limites para o ingresso no mercado livre – 2020-2026,  com redução saindo de 2.000 kW e chegando a 300 kW para todos os consumidores atendidos em alta e média tensão, o que inclui indústrias e comércios de médio porte.

Lembra Deitos que com a atual legislação, os consumidores com carga menor do que 500 kW podem comprar energia elétrica apenas da concessionária ou permissionária que atende a sua região.

Ele acrescentou que no mercado livre, consumidores escolhem seu fornecedor de energia elétrica em toda a extensão do Sistema Interligado Nacional (SIN). Podem, dessa forma, escolher a energia na maior parte dos estados da federação. Com essa possibilidade, a ampliação do mercado livre pode ser um incentivo à redução de custos de energia elétrica para o consumidor final, já que acaba aumentando a oferta desse produto e a concorrência no mercado.

Um dos ramos de atividade  do RS a serem favorecidos pelo novo modelo do setor elétrico, segundo Deitos, é a indústria de plásticos que reúne cerca de 1.200 pequenas e médias empresas. Outros segmentos como  metalurgia e produtos de metal, químicos, manufaturados diversos e alimentícios também terão acesso ao novo mercado.

De acordo com o titular do GTE da Fiergs, a entidade trabalha em sintonia com as associações de geração eólica, solar e de PCHs do RS, sendo o elo de ligação com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), que trata das licenças ambientais de mercado de energia elétrica.
“Em conjunto com a CNI também questionamos o atual modelo energético, que, devido às políticas de geração de energia a fio d’agua, reduzem a geração de energia firme a custos competitivos”.

Segundo dados da entidade, o custo monômio (fio + energia) no RS está entre os 10 mais caros do país. Para uma indústria da classe de consumo A4, o MWh na região da CEEE custa R$ 496, e na região da RGE custa R$ 452. No ano de 2018, o setor industrial gaúcho representou cerca de 5% do consumo nacional de energia.  O PIB da indústria do RS, em 2018, alcançou R$ 92,452 bilhões, correspondente a 23,9% do PIB do RS. Ao total, o setor conta com 55.144 estabelecimentos e 762.740 empregos diretos.

 

 

 

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Email
Threads

Últimas Notícias

Cobrança 100% proporcional do Free Flow deve avançar com novas concessões, diz ABCR

Da Redação Revista Modal A transição para o modelo de cobrança de pedágio sem barreiras físicas, o Free Flow, abre caminho para uma transformação ainda mais profunda nas rodovias brasileiras: a adoção de tarifas 100% proporcionais aos quilômetros efetivamente rodados pelos motoristas. Embora a mudança exija evolução regulatória e contratual, a tendência é que a tarifação por quilômetro percorrido entre em definitivo na agenda das novas concessões e nas adaptações dos contratos existentes no país, afirma Marco Aurélio Barcelos, presidente

Leia Mais »

Concessões e aluguel de frotas impulsionam mercado de máquinas da Linha Amarela

A expansão dos investimentos em concessões públicas de infraestrutura e o ritmo aquecido da mineração estão impulsionando as vendas de máquinas pesadas no Brasil, criando um cenário de resiliência para o setor de bens de capital mesmo sob o impacto de juros altos e crédito restrito. Segundo dados da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), as comercializações de equipamentos da chamada Linha Amarela — grupo que reúne escavadeiras, pás-carregadeiras e rolos compactadores — devem crescer 4% em

Leia Mais »

Paving Expo 2026 projeta 35 mil visitantes e consolida o novo ciclo de investimentos na infraestrutura viária do país

O tom do setor de infraestrutura viária no Brasil não é de triunfalismo de fachada, mas o de constatação pragmática. No epicentro da pavimentação e das concessões rodoviárias, o investimento privado e as obras públicas deixaram o terreno das promessas para se tornar demandas imediatas de engenharia. A trajetória da Paving Expo reflete essa virada de chave no mercado nacional. Após registrar recordes sucessivos e saltar de 19,8 mil visitantes em 2023 para mais de 31 mil, 300 marcas e

Leia Mais »
Não temos mais posts para mostrar

Cobrança 100% proporcional do Free Flow deve avançar com novas concessões, diz ABCR

Da Redação Revista Modal A transição para o modelo de cobrança de pedágio sem barreiras físicas, o Free Flow, abre caminho para uma transformação ainda mais profunda nas rodovias brasileiras: a adoção de tarifas 100% proporcionais aos quilômetros efetivamente rodados pelos motoristas. Embora a mudança exija evolução regulatória e contratual, a tendência é que a tarifação por quilômetro percorrido entre em definitivo na agenda das novas concessões e nas adaptações dos contratos existentes no país, afirma Marco Aurélio Barcelos, presidente

Leia Mais »

Concessões e aluguel de frotas impulsionam mercado de máquinas da Linha Amarela

A expansão dos investimentos em concessões públicas de infraestrutura e o ritmo aquecido da mineração estão impulsionando as vendas de máquinas pesadas no Brasil, criando um cenário de resiliência para o setor de bens de capital mesmo sob o impacto de juros altos e crédito restrito. Segundo dados da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), as comercializações de equipamentos da chamada Linha Amarela — grupo que reúne escavadeiras, pás-carregadeiras e rolos compactadores — devem crescer 4% em

Leia Mais »

Paving Expo 2026 projeta 35 mil visitantes e consolida o novo ciclo de investimentos na infraestrutura viária do país

O tom do setor de infraestrutura viária no Brasil não é de triunfalismo de fachada, mas o de constatação pragmática. No epicentro da pavimentação e das concessões rodoviárias, o investimento privado e as obras públicas deixaram o terreno das promessas para se tornar demandas imediatas de engenharia. A trajetória da Paving Expo reflete essa virada de chave no mercado nacional. Após registrar recordes sucessivos e saltar de 19,8 mil visitantes em 2023 para mais de 31 mil, 300 marcas e

Leia Mais »
Não temos mais posts para mostrar

Sua marca entre os principais players da logística nacional

A Revista Modal oferece espaços publicitários e oportunidades de parceria para empresas que desejam se destacar no setor.

Entre em contato e solicite nosso Mídia Kit.