Fórum Nacional da Hidroeletricidade será lançado na V Conferência Nacional de PCHs e CGHs da Abrapch

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Evento de 2019 reuniu mais de 800 participantes

Na V Conferência Nacional de PCHs e CGHs, da Abrapch, prevista para os dias 23 e 24 deste mês, no teatro Up Experience Positivo, em Curitiba (PR), além dos debates sobre o setor elétrico haverá o lançamento do Fórum Nacional da Hidroeletricidade. A proposta tem o objetivo de criar um canal de discussão em defesa do incremento da fonte hídrica na matriz energética do Brasil.

Hoje, ela participa com 64,9% , em comparação a 87%  do final da década de 1990, o que representa  uma queda de 23,90 pontos percentuais.  Além da perda de participação na matriz energética, os defensores das hidrelétricas questionam também o pequeno avanço das UHEs e PCHs no PDE 2030, em que foram previstos 900 MW e 360 MW, comparativamente ao PDE 2028.
Debate

“No debate sobre a modernização do setor, todas as fontes estão sendo discutidas, mas  percebemos que cada vez mais o país gera menos energia hidráulica. Nessa linha, vemos a necessidade de uma defesa em separado da hidroeletricidade e de políticas voltadas para o fortalecimento de nossa matriz energética”, afirma a vice-presidente executiva da entidade, Alessandra Torres.

“É preciso organizar, portanto, campanhas educativas a fim de mostrar a importância da fonte hídrica, na qual a Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel) tem um papel a desempenhar como gestora do potencial hidráulico do país”, acrescenta a executiva.

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Alessandra Torres

Alessandra Torres agrega ainda que diante do desconhecimento da sociedade sobre os benefícios da fonte hídrica não somente como geradora de energia, mas também como formadora de reservatórios e de desenvolvimento econômico e social, é preciso ampliar a discussão sobre o tema com a participação das demais entidades do setor de PCHs e CGHs e também de outros segmentos não somente da área de energia.

“Parabenizo e apoio a iniciativa de se criar um espaço, de amplitude nacional, para a defesa de política voltada para a construção de matriz elétrica com inserção de novas hidrelétricas. Temos que aproveitar o potencial hídrico remanescente, primeiro pelo benefício que as usinas hidrelétricas trazem para o sistema interligado nacional, garantindo segurança operacional e maior participação das fontes não despacháveis como eólicas e solares, e segundo, pelo aumento da reservação de água no Brasil”, afirmou à MODAL o engenheiro Mário Menel, presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase).
Expositores
A V Conferência Nacional de PCHs e CGHs, que deve reunir cerca de 50 expositores de toda a cadeia setorial de energia, conta até o momento com quinhentas inscrições,número abaixo do último evento presencial, de 2019, que reuniu mais de 800 participantes. Todavia, diante de uma conjuntura difícil, de alta inflação e de um quadro de incerteza sobre o desempenho da economia no país, a adesão, segundo a executiva, superou em muito a expectativa inicial dos organizadores.

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Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia

Os painéis do evento, que deverá contar com a participação do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque (ainda dependendo de confirmação), foram divididos em um tripé de temas que, segundo a Abrapch, se constituem nos principais desafios do setor elétrico nacional:  a urgência da votação dos PLS 232/2016 // PL 414/2021;  a questão ambiental como gargalo de PCHs; e a importância dos reservatórios como uma das principais alternativas  para situações de escassez.

Segundo Alessandra,  o setor corre o risco de novo adiamento da votação dos projetos de modernização em razão das eleições, o que virá em prejuízo da própria sociedade. “Estamos falando de chegada de novas fontes renováveis, da necessidade de ampliação das PCHs no mercado e da ampliação do mercado livre, entre outros temas”, sustentou. “Por isso, é necessário conscientizar os parlamentares sobre a urgência na votação desses projetos de lei”.

Gargalo ambiental

Em relação ao processo ambiental, a  V Conferência Nacional de PCHs e CGHs deverá debater o atual panorama relativo ao licenciamento e dificuldades para desenvolvimento de projetos hídricos, tanto CGHs e PCHs como UHEs, e a necessidade de harmonização das normas ambientais vigentes nos diversos estados da Federação.

Fechando a programação,  será debatida  a importância da política de reservação  como uma das principais alternativas para situações de escassez e ferramenta de planejamento de gestão de recursos hídricos.

“Achamos importante uma campanha sobre a importância dos reservatórios das PCHs. Essas usinas causam um impacto muito pequeno do ponto de vista ambiental, em comparação aos benefícios que proporcionam não somente à sociedade, mas também aos rios.  Graças às grades de proteção por onde passa o fluxo d água do duto condutor das turbinas de geração de eletricidade são retiradas grandes quantidades de lixo e de entulhos, deixando os rios mais limpos”, conclui Alessandra.

 

 

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