Governo do RS planeja lançar o Atlas de Recursos Hídricos em 2020

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Eberson Silveira, diretor do Departamento de Energia da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do RS/Foto:Divulgação

Depois de liderar os projetos do Atlas Eólico do RS (2014) e do Atlas Solar do RS (2018), Eberson Silveira, diretor do Departamento de Energia da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS, está diante de um novo desafio: produzir o Atlas de Recursos Hídricos do RS.

Com  projeto a ser lançado ainda neste ano, a meta da Secretaria é concluir o trabalho ainda em 2020, nas versões impressa e digital. Já foi criada inclusive uma rubrica para a efetivação do produto. Os recursos serão definidos somente no lançamento do edital de licitação.

O Atlas deverá reunir um conjunto de mapas temáticos que refletem a disponibilidade hídrica superficial e subterrânea do estado, além dos principais usos desses recursos hídricos em suas diversas bacias hidrográficas. Farão parte igualmente as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e  as UHEs.

“O governo do estado está seriamente empenhado em dispor dessa ferramenta que, além de auxiliar na gestão de recursos hídricos, poderá contribuir para a atração de investimentos no setor energético”, afirma Silveira.
De acordo com o titular do Departamento de Energia do RS, a elaboração do Atlas deverá exigir mais fôlego do que os anteriores e maior participação do setor privado. “O sucesso dependerá do esforço de todos”, pontua Silveira.

Conforme dados do Atlas Socioeconômico do RS, o estado detém a maior disponibilidade de águas superficiais da Federação. Seu território é drenado por uma densa malha hidrográfica superficial e conta com três grandes bacias coletoras: a bacia do Uruguai, a do Guaíba e a Litorânea. A bacia do Uruguai, que faz parte da bacia do Rio da Prata, abrange 57% da área total do estado; a bacia do Guaíba abrange  30% e a bacia Litorânea abrange 13% do total.

O uso do solo da bacia do Uruguai está vinculado principalmente às atividades agrícolas, pecuárias e agroindustriais. A bacia do Guaíba apresenta áreas de grande concentração industrial e urbana, sendo a mais densamente povoada do estado, além de sediar o maior número de atividades diversificadas, incluindo as atividades agrícolas e pecuárias e agroindustriais, industriais, comerciais e de serviços. A bacia litorânea apresenta usos do solo predominantemente vinculados às atividades agropecuárias, agroindustriais e industriais.

No Rio Grande do Sul a gestão dos recursos hídricos alcançou importantes avanços com a instalação dos Comitês de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas, cujo trabalho visa definir instrumentos de planejamento e gestão dos recursos hídricos, promovendo a sua recuperação e conservação. Ao todo o estado conta com 23 sub-bacias.

Com o Atlas de Recursos Hídricos gestores e pesquisadores  terão acesso de maneira integrada e completa os mais diversos aspectos que decorre da gestão de recursos hídricos no estado. Assim, será possível evitar o desperdício de esforços e recursos financeiros resultantes  de obras improdutivas, diz Silveira.

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