Grupo Exicon investe em novas tecnologias para atender incremento de negócios a serem gerados pelo acordo do Mercosul com a União Europeia

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51ª Reunião Anual do FC1 em Ho Chi Minh City, Vietnam

De olho no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), o grupo Exicon, de Porto Alegre, deverá implementar  ainda neste ano uma plataforma capaz de ampliar os negócios na área cobertura de risco de crédito internacional. Trata-se da FCI Reverse, uma plataforma de financiamento da cadeia de suprimentos para membros do Factors Chain International (FCI), principal associação do setor no mundo, desenvolvida pela empresa Demica e apresentado durante a 51ª Reunião Anual do FC1 em Ho Chi Minh City, capital do Vietnam, de 9 a 13 de junho passado.
Facilitador de comércio internacional

Segundo Alexandre Bücker de Souza, diretor-geral da Exicon, o produto atua como um facilitador de comércio internacional por meio do qual é possível acessar bancos idôneos que passam por processos de compliance e garantem um ambiente seguro para os importadores e exportadores e permite maior velocidade de informação no pagamento e no recebimento dos negócios.

“Com essa nova plataforma estaremos em melhores condições para atender um eventual incremento de negócios a ser estimulado pelo acordo do Mercosul com a União Europeia, sobretudo nas exportações de calçados, do setor de móveis de pinus e de compensados, e nas importações de aços especiais da Espanha”.
Custos
Robert Kienzle, coordenador da área na empresa, explica que as empresas exportadoras que fizerem negócios por meio da plataforma da Demica terão a vantagem de pagar um custo mais acessível para a contratação do serviço  junto ao correspondente, o import factor, devido ao fato dele assumir 100% do risco do crédito.

A nova ferramenta difere do modelo atual, no qual é preciso comprovar a disponibilidade de garantia de crédito  da empresa importadora. Essa etapa deixa de existir porque o limite de crédito já é pré-aprovado. Existe apenas a necessidade de convencer o exportador sobre o limite tornado disponível, diz Kienzle, que estima entre 15 a 20 dias a  redução de prazos para a conclusão dos negócios.

A operação inicia-se pelo import factor, o qual deverá informar aos importadores de seu país para quais ele deverá conceder a cobertura do risco de crédito. Isto deverá estar disponível a todos os importadores para eles identificarem as mercadorias. “Com a nova ferramenta já existe a certeza da operação, resta convencer o exportador para finalizar o negócio”, explica Kienzle.
Segurança

“Estamos abertos aos principais players que já se habilitaram à essa plataforma como bancos internacionais que vieram a propor esta operação”, pontuou Souza que citou o fato de a FCI Reverse atuar igualmente por meio da nova tecnologia denominada o blockchain (também conhecido como “protocolo da confiança), similar ao Swift bancário que conecta as instituições financeiras ao redor do mundo e que garante um ambiente seguro de negociação.

“Ficamos muito satisfeitos em participar do encontro anual da FCI, o qual nos proporcionou estar em linha com essas novas tecnologias que também poderão servir para o incremento de negócios no comércio entre países já pensando no futuro num prazo de, no mínimo, 10 anos”, afirmou Souza.

O Brasil, nas operações de Factoring Internacional, em 2018, fechou negócios na ordem 73 milhões de euros distribuídos entre exportações e importações. A Exicon encerrou o ano como sendo o único correspondente no Brasil a registrar movimentos nas operações de Factoring Internacional.

 

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