Guilherme Sari será reeleito presidente do Sindienergia-RS em eleição remota no dia 25 deste mês

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O empresário Guilherme Sari, em assembleia de associados por via remota, deverá ser reeleito presidente do Sindicato das Indústrias de Energias Renováveis do RS (Sindienergia-RS )— período 2020-2023 —, em eleição marcada para o dia 25 deste mês. “Foi com muita satisfação que recebi de nossos associados, a informação de que não haverá concorrência para a eleição de renovação da diretoria. Acredito que o trabalho está sendo bem feito”, disse Sari a MODAL.

Responsável pela condução da transição da entidade, fundada em setembro de 2012, e que tinha como foco a fonte de energia eólica e passou a abranger todas as fontes renováveis — como eólica, solar, hídrica e bioenergias—, Sari destaca o avanço da instituição que reúne hoje um total de 35 empresas, em comparação a menos de uma dezena que faziam parte da fundação do antigo Sindieólica-RS.

Equipe
A própria formação da equipe da nova gestão, que inclui chapa, diretorias por fontes, de comitês e conselhos temáticos, composta por 30 pessoas, reflete uma maior representatividade do Sindicato, diz Sari, que estabelece a meta de alcançar até o final deste ano um total de 50 associados. “O desafio é grande, assim como foram todas as mudanças realizadas e as conquistas já obtidas”, afirma.

Entre os mais recentes associados, o Sindienergia-RS  conta com empresas de energia solar e bioenergia e também do setor de gás, que é uma das áreas em que a entidade deverá trabalhar nesta próxima gestão e onde já participa do GT (Grupo de Trabalho), instituído em fevereiro, pela Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura-RS (Sema-RS). Seu objetivo é avaliar o consumo potencial do gás natural no estado e suas alternativas de suprimento.

Também em nível de convênios e parcerias, o Sindicato vem avançando por meio de acordos entre entidades empresariais, como Fiergs e Farsul, e com associações setoriais, como ABeólica, Absolar, Abiogás e AGPCH, entre outras.

Relações institucionais
Além de uma presença quase constante em programações do setor, em nível nacional, programados por meio de lives e webinars, a entidade também comparece a eventos sociais do setor de energia. “São oportunidades em que uma entidade regional marca presença e consegue mostrar os avanços que o RS deverá obter em termos de infraestrutura de transmissão, processos de licenciamentos ambientais e seu significado na melhoria do ambiente de negócios”, pontua Sari.

Metas
Entre outras metas a serem realizadas pela nova gestão, o líder do setor de energia do estado aponta a necessidade de assegurar, depois dos lotes 10 a 14, o fortalecimento de linhas estruturantes, já pensando em novas margens de conexão e planejamento junto à EPE (Empresa de Pesquisa Energética), que tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor. “Temos o compromisso de viabilizar os atuais projetos de energia, mas precisamos também pensar no que vem depois. Não podemos deixar acontecer o hiato que tivemos entre os anos de 2014 até agora. Precisamos aprender com esses tropeços”, avalia Sari.

As novas linhas de transmissão previstas para o RS, no leilão programado para este ano pela da Aneel, que alimentarão a região metropolitana de Porto Alegre, devem garantir maior estabilidade e consequente confiabilidade para o sistema, acrescenta.

Ainda na próxima gestão, o presidente do Sindienergia-RS dará continuidade aos estudos sobre o potencial de energia eólica offshore, setor no qual o RS possui diferencial principalmente nas lagoas dos Patos e Mirim, as quais contam com baixo calado em determinadas áreas e infraestrutura mais competitiva em comparação a outros do setor. “Denominamos esses empreendimentos em lagoas como nearshore, pela proximidade da costa e diferencial de projetos”.

Meio ambiente
Em relação à questão ambiental, Sari informou que uma nova regulamentação sobre o enquadramento dos empreendimentos de geração de energia eólica, no estado, deverá trazer “maior clareza ao investidor e também maior segurança para os técnicos do órgão ambiental”.

“Vamos ter uma agenda intensa nos próximos três anos— continua Sari —, que deve incluir a criação de uma diretoria específica de sustentabilidade, alinhada com os coordenadores especialistas das respectivas áreas de energias. Isto vai nos garantir uma atividade de diagnóstico e de contribuição ao planejamento do setor energético estadual, em sintonia com o desenvolvimento sustentável almejado pela gestão.”

 

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