HCC Engenharia deve encerrar o ano com crescimento de 100% na instalação de projetos de energia fotovoltaica

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A HCC Engenharia Elétrica, com sede em Santa Maria, especialista em projetos de engenharia elétrica e de energia solar, deverá encerrar o ano com um incremento de 100% em comparação ao ano anterior. Ao total, a empresa deverá instalar 18 MW em projetos de energia fotovoltaica, dos quais 12 MW no RS e o restante disseminado pelos estados de Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Ceará.

No RS, de acordo com o engenheiro Luiz Alberto Wagner Pinto, diretor comercial da empresa, a maior demanda em energia solar está no campo da microgeração. “No entanto, há sinais de crescimento na minigeração com destaque para a rede de Supermercado Asun, que atualmente é um dos cinco maiores investidores privados de GD do Brasil”, acrescentou.

Conforme Wagner, o retorno do investimento em energia solar é cada vez mais rápido. No RS, ocorre entre três e cinco anos, o que se deve a aperfeiçoamentos na parte financeira dos projetos, embora  exista alguns entraves com a distribuidora RGE, que passou a solicitar equipamentos de proteção, até então não exigidos.
Redução de preços
Em 2019, o setor obteve uma redução significativa no preço dos equipamentos, assinala Wagner. Desde que a HCC iniciou suas operações, em 2015, o patamar atual é o menor de anos recentes, com uma redução de até 10%, em comparação ao ano anterior, acrescentou.

“A tendência para os próximos anos é de uma leve redução. No entanto, dependemos muito do mercado chinês. Neste afinal de ano, por exemplo, estamos sofrendo com o aumento do preço e a diminuição da oferta de módulos fotovoltaicos muito em função do crescimento da demanda na China. Acredito que teremos maior viabilidade de projetos maiores, mas o mais importante é a isenção do ICMS para modelos de consórcios e condomínios que poderão dar uma nova perspectiva para o mercado”.
Isenção de ICMS
A isenção do ICMS até 5 MW, segundo Wagner, proporcionaria um grande avanço na área de GD. O que mais preocupa, entretanto, são as novas exigências das distribuidoras para a conexão dos projetos de minigeradores, “o que foge da visão da Agência Nacional de Energia Elérica (Aneel) por que são normativas técnicas específicas e acabam diminuindo a viabilidade desses projetos”. Para o diretor da HCC, existe redundância de procedimentos de segurança e proteção, fato esse que acaba trazendo perdas financeiras para os investidores em energia solar fotovoltaica e ganho zero para o sistema de distribuição.

Sobre os cenários de projetos híbridos, Wagner é otimista sobretudo em locais onde o comportamento de geração é complementar. A tendência, segundo ele, é de que cada vez mais esses projetos serão viabilizados com mais ênfase no Nordeste. No RS, o mais factível é de que no futuro ocorra uma difusão mais ampla do sistema de armazenamento, que vai regular o despacho da GD e diminuir cada vez mais a importância da conexão da distribuidora.
A briga das distribuidoras
“A briga entre GD e concessionárias de energia cresceu na mesma proporção que o mercado e a possível mudança do sistema de compensação previsto na RES 482 da Aneel (Estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica) para 2020, pode dificultar muito a expansão da energia solar no Brasil. Acredito muito na liberdade energética e na economia compartilhada. Por isso, acho que devemos nos mobilizar para evitar esse retrocesso. Tenho certeza de que se as distribuidoras investissem metade da energia que estão utilizando para mudar a RES. 482 na diminuição de suas perdas comercias, o consumidor  teria uma tarifa mais justa”.

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