HydroFall (SC) dribla baixa demanda do setor e fecha dois novos contratos de PCHs

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UHE Tibagi/Divulgação

A HydroFall Consultoria Ltda, de Rio do Sul (SC), acaba de fechar contrato para a conclusão das obras da PCH Ponte Branca, localizada no Rio Pardo (SP). Com potência de 10 MW, a obra foi vencedora do 1º Leilão de Energia de Reserva de 2016, com início de suprimento de energia previsto para 1º de março de 2020.

Recentemente, a empresa concluiu as obras do sistema de conexão da UHE Tibagi Montante, de 36MW, e deu início à PCH Macacos, localizada em Sengés (PR), com potência de 9,9 MW.

Especializada em consultoria e gestão de projetos de energias renováveis, a empresa, diante da baixa demanda do mercado devido ao baixo volume de PCHs comercializado nos últimos leilões, acelerou a busca de alternativas para garantir um crescimento em ano difícil.

“Com serviços, desde a fase de desenvolvimento até a operação e manutenção, foi possível manter um bom volume de negócios e um nível de crescimento ao longo dos últimos anos”, avaliou Daniel Faller, diretor da empresa.
 Clientes

Hoje a HydroFall presta atendimento  para cerca de 20 clientes, desde empresas tradicionais do setor elétrico, focadas exclusivamente na geração de energia, até investidores de outros setores que buscam oportunidades de investir no setor como diversificação de carteira.

Entre 2010 e 2019, atuou em 130 projetos, desde as etapas de desenvolvimento, prospecção, inventários e projetos básicos -, passando também por gestão de obras, engenharia de proprietário, otimização de projetos, diligência para aquisição de ativos e projetos, operação e manutenção.

Entre os empreendimentos de destaque, a empresa lista a PCH Xavantina, com potência de 6 MW, instalada entre os municípios de Xavantina e Xanxerê (SC), em que atuou na otimização do projeto com uma redução de 18% no custo de implantação e o incremento de 6% de energia média.  Posteriormente foi responsável pela especificação de todos os equipamentos e serviços, cotação e contratação dos pacotes de fornecimento -civil e eletromecânico-, seguindo com a gestão da obra e engenharia do proprietário até a entrega para operação. E por fim com a própria supervisão da operação e manutenção da planta nos primeiros 24 meses. Esse trabalho permitiu a construção do empreendimento dentro de custos viáveis e num prazo total de 14 meses, relata Faller.
Diligência técnica

Ele também  cita a  PCH Buriti (2017/2018), de 10 MW, localizada em Sapezal (MT). Para esse projeto, de uma usina que estava parcialmente construída, a HydroFall foi contratada para fazer a diligência técnica para aquisição do empreendimento que tinha 60% das obras concluídas e praticamente todos os equipamentos fornecidos. Porém a obra estava paralisada há mais de 10 anos.

“Depois de estruturar a contratação dos serviços e equipamentos necessários para finalização da obra, atuamos fortemente na gestão e engenharia do proprietário, onde tivemos grande êxito na otimização do projeto e no retrofit e adequação dos equipamentos que já estavam entregues. Apesar das dificuldades logísticas e da complexidade do projeto, conseguimos liberar a usina para operação em apenas 11 meses”.
Energia hídrica

Ao avaliar o futuro da energia hídrica no país,  Faller considera que as demais fontes renováveis não representam uma ameaça às hidrelétricas. Muito mais do que a eventual redução de mercado devido ao avanço das energias solar e eólica, ele diz que a ameaça advém da  propaganda negativa relacionada à implantação de usinas hidrelétricas que vem avançando nos últimos anos.

É um fato, segundo ele, que a matriz energética do Brasil mudou muito nos últimos anos com o crescimento expressivo das eólicas e solares que acabam competindo como fonte renovável com as hidrelétricas, tendo uma grande vantagem em termos de benefícios fiscais e facilidade de implantação. “Porém é inegável que as usinas hidrelétricas possuem atributos que as outras fontes não possuem, dentre esses a  altíssima eficiência, capacidade de armazenamento da energia e atendimento a demanda de ponta, flexibilidade operacional, tecnologia 100% nacional, além da longevidade, com usinas operando há mais de 100 anos”.
Planejamento
Em sua opinião, é preciso precificar esses atributos e mudar a filosofia do planejamento setorial para devolver a competitividade para as hidrelétricas frente às demais fontes renováveis e principalmente equiparar os benefícios fiscais e condições de financiamento dos projetos. “A metodologia aplicada nos leilões no Brasil criou um preço artificial para usinas solares e eólicas, onde as empresas vendem apenas uma parcela da energia a um preço muito baixo para garantir a conexão e o financiamento, porém essas distorções obrigatoriamente serão corrigidas se comparado o custo efetivo da energia gerada e a segurança energética agregada, portanto acredito que sempre teremos o espaço o desenvolvimento da energia hídrica”, acrescenta.

A HydroFall Consultoria nasceu em 2010 com base na necessidade de ofertar ao mercado ferramentas completas de gestão, planejadas e desenvolvidas de forma personalizada para pequenos e grandes projetos de geração de energia. Em um curto espaço de tempo, a empresa formou uma importante carteira de clientes, sendo reconhecida nacionalmente como uma referência no desenvolvimento de fontes renováveis de energia.

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