Leilão A-6 é marcado pela escalada das PCHs e CGHs

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Daniel Faller

Por Daniel Faller (*)

Ao longo da ultima semana foi grande a especulação sobre os resultados do leilão A-6 que aconteceu em 18 de outubro. Todas as apostas estavam voltadas para uma baixa demanda e preços modestos, assim como aconteceu no A-4/2019. Porém, o certame surpreendeu o mercado com a contratação de 1155 MW médios de energia.

O destaque desse leilão foi uma boa contratação de novos empreendimentos hidrelétricos com 172 MW médios, dos quais 110,8 são referentes a aquisição de energia de PCHs e CGHs, viabilizando uma potência total de 267,25 MW distribuídos entre 25 dessas usinas, frente a 604,90 MW e 45 projetos habilitados.

De certa forma, o resultado foi bastante positivo para o mercado de pequenas usinas, com expressivo crescimento do nível de contratação em relação ao Leilão A-6 do ano passado, no qual PCHs e CGHs ficaram com apenas 6% do montante de energia comercializada, frente a 9,5% do certame da semana passada.

Grande parte das usinas comercializou apenas uma parcela de sua garantia física (73% na média), consolidando uma estratégia de blindagem contra os efeitos do GSF e comercialização de parte de energia no ACL, em contratos de prazo mais curto.

Esses números apontam que o trabalho realizado pelas Associações do setor junto aos órgãos de governo tem sido bastante efetivo, no sentido de potencializar o reconhecimento do diferencial e dos atributos desta importante fonte de energia. Neste cenário, na medida em que os novos leilões apresentarem demanda crescente, aumentaremos as condições de garantir um crescimento sustentável do mercado de pequenas hidrelétricas.

(*) Diretor da HydroFall Consultoria Ltda.

 

 

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