Leilão de energia fica abaixo do esperado e contrata apenas 402 MW

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Os principais vencedores da disputa foram as usinas solares, que registraram os menores preços já vistos para a fonte no Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizaram nesta sexta-feira (28/6), em São Paulo, o Leilão de Geração de Energia A-4 de 2019, que registrou deságio médio de 45% no preço da energia e vai gerar investimentos de R$ 1,892 bilhão na construção de novas usinas.

Destinado à contratação de energia proveniente de novos empreendimentos de fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa, com início do suprimento a partir de janeiro de 2023, o certame contratou 401,6 MW de potência e teve preço médio de R$ 151,15 por MWh. O deságio médio em relação aos preços-teto estabelecidos, de 45,03%, representa uma economia de R$ 2,166 bilhões para os consumidores de energia.

“Um aspecto positivo dessas contratações, tanto na fonte eólica quanto na solar, é que elas ocorreram na região nordeste do País (RN, CE, PI), onde certamente esses empreendimentos irão gerar empregos e afetar positivamente a economia”, disse o diretor-geral substituto da Aneel, Sandoval Feitosa.

Foram negociados Contratos de Comercialização em Ambiente Regulado (CCEARs) por quantidade, com prazo de suprimento de 30 anos, para empreendimentos hidrelétricos, contratos por disponibilidade, com prazo de suprimento de 20 anos, para usinas a biomassa, além de contratos por quantidade, com prazo de 20 anos, diferenciados por fontes, para empreendimentos a partir das fontes eólica e solar fotovoltaica.

“Percebemos uma tendência dos empreendimentos solares e eólicos destinarem cerca de 70% de sua garantia física para o mercado livre. Desta maneira, além do preço negociado no leilão é preciso considerar as estratégias comerciais de cada empresa. Mas é importante a sinalização do mercado livre auxiliar na expansão do Sistema”, ressaltou Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE.

Os projetos hidrelétricos tiveram deságio de 31,2%, negociados a R$ 198,12/MWh, enquanto os empreendimentos eólicos chegaram ao preço de R$ 79,9 por MWh (deságio de 61,5%). Os projetos a energia solar negociaram seus contratos por R$ 67,48/MWh, com deságio de 75,6% e termelétricas a biomassa venderam energia por R$ 179,87/MWh, com deságio de 42,2%.

Foram contratados 15 empreendimentos de geração, sendo 5 Pequenas Centrais Hidrelétricas  (81,3 MW), 1 usina térmica movida a biomassa (21,4 MW), 3 usinas eólicas (95,2 MW) e outras 6 usinas solares  (203,7 MW). Os estados beneficiados com a contratação de projetos foram Ceará (5), Piauí (2), Santa Catarina (2), Minas Gerais (2), Rio Grande do Norte (1), Paraná (1), Mato Grosso (1) e Mato Grosso do Sul (1).

Os investimentos nas usinas devem gerar 4,5 mil empregos.

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