Lideranças do setor, no RS, recebem sem surpresas adiamento dos leilões de energia previstos para este ano

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Governo adia leilões devido ao coronavírus

O adiamento pelo Ministério de Minas e Energia (MME) dos leiloes de energia marcados para este ano, A-4 e A-5, foi recebido com normalidade pelas lideranças do setor de energia no RS.

Presidente do Sindicato de Energia do RS (Sindienergia-RS), Guilherme Sari, afirmou que era uma questão de tempo a tomada de decisão de parte do MME, uma vez que neste momento “vivemos uma questão de saúde pública mundial e isso implica buscar soluções para o enfrentamento da epidemia do coronavírus para que se possa retomar a economia”.
Sari acrescentou que, além de necessidade de manutenção de medidas necessárias para enfrentar o vírus, pesou na decisão do governo o fato de haver uma retração no consumo  e sobra de energia.

Sari também minimizou o risco de haver uma redução de oferta  para 2021 e lembrou que estão em execução muitas contratações de energia. “Como estamos com uma economia em depressão não há risco de falta de oferta no curto prazo. Vamos torcer para que essa fase seja logo superada para que possamos voltar à normalidade”.

Com um total de 83 projetos cadastrados equivalentes a 2.851 MW, o Rio Grande do Sul era o terceiro estado em volume de oferta de energia eólica para o leilão A-4 de 28 de maio, atrás apenas da Bahia (281 projetos correspondentes a 8.156 MW) e Rio Grande do Norte (131 projetos equivalentes a 4.257 MW).

Roberto Zuch, presidente da Associação Gaúcha de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas (agPCH), declarou que apesar de ser mais uma notícia ruim, no meio da epidemia do  COVID 19, não há surpresa na decisão do MME. O mercado já esperava que, provavelmente, haveria um movimento nessa direção, principalmente devido à queda da demanda e revisão das projeções. E também pelo fato de haver dificuldades de operação dos leilões  e cadastramento de projetos, acrescentou.

“Mesmo que os certames sejam online, existem documentos que dependem de cartórios e outros serviços presenciais. Além disso, haveria a possibilidade de ser subdimensionada as necessidades de contratações por parte das distribuidoras, devido ao período de grandes incertezas que tornam as projeções muito conservadoras nesses momentos”.

No  leilão A-4 de 28 o RS  havia cadastrado três projeto de PCHs correspondentes a 37 MW. Ao total seriam ofertados no certame 51.438 MW, dos quais 591 MW de PCHs e 33 MW de CGHs, com o restante de energia eólica (20.825 MW); fotovoltaica (28.667 MW); UHE (177 MW) e biomassa (1.145 MW).

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